Notícia

Gazeta Mercantil

Índice avalia adoção de novas tecnologias

Publicado em 26 julho 2007

Com a criação do IBI, expectativa é estimular a produção de conhecimento. E laborado por pesquisadores do Departamento de Política Científica e Tecnológica da Unicamp, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), o Índice Brasil de Inovação (IBI) tem como objetivo avaliar o quanto uma determinada empresa produz em novas tecnologias. A primeira edição do índice, apresentada em maio passado, anunciou o ranking de empresas inovadoras.

"A idéia é criar um ranking que estimule as empresas a produzir mais tecnologia", afirma Ruy Quadros, coordenador do projeto e professor da Unicamp. "E, também, que destaque essas empresas que inovam e que indique como elas se comportam dentro de cada setor específico."

A elaboração do ranking é feita com base em inscrições voluntárias das empresas e a partir de números divulgados pela Pesquisa Industrial de Inovação Tecnológica (Pintec), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essas informações são usadas como princípio para uma fórmula que compreende 15 indicadores. São levados em conta pesquisas e desenvolvimento, contratação de doutores e mestres, inovação de máquinas e equipamentos e licenciamento de tecnologia. Todas essas características contam pontos para a avaliação de esforço. Por outro lado, avaliam-se os resultados, na forma de patentes e no percentual da receita da empresa que provenha das ações e produtos inovadores. As empresas foram reunidas em quatro grupos distintos: grupo 1 - setores de alta tecnologia; grupo 2 - de média-alta intensidade tecnológica; grupo 3 - de média-baixa intensidade tecnológica; e grupo 4 - de baixa intensidade tecnológica.

O laboratório Silvestre Labs, pequena empresa do setor químico, foi a primeira colocada no setor de média-alta intensidade tecnológica e obteve essa conquista a partir do seu alto índice de inovação tecnológica, que superou todas as outras empresas concorrentes. Para Tatiana Fernandes, gerente de produto, "essa conquista foi muito importante para situar o laboratório como uma empresa que investe e que tem uma visão de pesquisa e desenvolvimento muito forte", diz.

Simone Amaral, diretora comercial do laboratório, explica que o prêmio foi obtido com o desenvolvimento, em parceria com a Unicamp, de um enxerto ósseo denominado Estragraft.

A produção da segunda edição do Índice Brasil de desenvolvimento já começou e, na fase inicial, alguns ajustes na metodologia estão sendo feitos para incluir também o setor de serviços e produzir alterações que contemplem de maneira mais precisa a qualificação das pequenas e médias empresas quanto a inovações. As inscrições para as empresas podem ser feitas a partir de 15 de outubro pelo site www.labjor.unicamp.br/ibi.