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O Regional (Catanduva, SP) online

Indicado para direção diz que investirá em cursos e pesquisas

Publicado em 02 agosto 2006

O jornal O Regional iniciou na última quinta-feira a série de entrevistas com os três indicados para a sucessão da professora Maria Heleny Fabbri de Araújo na direção-geral do IMES-Fafica.
Encaminhamos três perguntas idênticas para os três professores da "lista tríplice" - que está nas mãos do prefeito Afonso Macchione Neto (PSDB).
Hoje, as respostas são do docente da área de Ciência da Computação, Marcos Rodrigues Costa.
O professor atua junto às disciplinas de Eletrônica e Arquitetura de Computadores. É formado em engenharia elétrica pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), mestre em engenharia elétrica pela Escola de Engenharia de São Carlos/USP e doutor em Ciência e Engenharia de Materiais pelo Instituto de Física de São Carlos/USP.
Também é membro da Rede Iberoamericana de Mostradores de Informação e desenvolve pesquisa FAPESP sobre displays de PDLCs em conjunto com o CenPRA (Centro de Pesquisas Renato Ascher) e o departamento de engenharia elétrica da USP (EESC/USP).
O Regional: Como o senhor recebeu a indicação?
Marcos Costa: Com alegria. A escolha dos nomes para compor a "lista tríplice" fundamentou-se no Regimento Interno do Instituto, aprovado pelo Conselho Estadual de Educação. Saber que estou apto ao cargo indica o reconhecimento de anos de dedicação ao ensino e à pesquisa universitária.
O Regional: Quais os seus planos para o IMES-Fafica?
Marcos Costa: O Imes-Fafica representa um patrimônio cultural e científico para Catanduva e toda a região. O seu crescimento com solidez deve ser, além de um compromisso, uma necessidade primordial a ser enfrentada pela nova direção. Possuo projetos para o Imes-Fafica que evidentemente deverão ser expostos e discutidos com o corpo docente, caso o meu nome seja escolhido, pois cada curso possui as suas próprias particularidades. Em linhas gerais, é possível adiantar a necessidade de fortalecer os cursos de graduação já existentes (pois as instituições de ensino superior particular estão passando por um momento delicado), ampliar a oferta de novos cursos que apresentem carência de profissionais em nossa região e incentivar a implementação de forma mais intensiva da pesquisa, buscando recursos financeiros nos órgãos de fomento. É importante salientar que o Imes-Fafica é uma autarquia municipal, o que torna a Prefeitura uma parceira no seu desenvolvimento.
O Regional: O que o campus representa para Catanduva?
Marcos Costa: O Campus do Imes-Fafica é de fundamental importância não só para a instituição, mas também para o crescimento econômico de Catanduva e toda região. Atualmente, o Imes-Fafica necessita alugar imóveis para a manutenção dos cursos existentes, o que é um fator limitador para o seu crescimento. A concentração de todas as atividades acadêmicas no Campus permitirá uma melhor gestão acadêmica e financeira da instituição, como também um espaço cultural mais apropriado para que o Imes-Fafica venha se tornar uma universidade.