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Eco Informe

Índia pesquisa biodiesel no mar e no deserto

Publicado em 08 junho 2010

Agência AutoInforme - Os pesquisadores vêm buscando na natureza alternativas para a fabricação de biodiesel. Na Índia, como informa a Agência Fapesp, está havendo um forte investimento para pesquisar algas marinhas e pinhão-manso (Jatropha curcas) a fim de transformá-los em biodiesel.

O pesquisador indiano Pushpito Ghosh diz que a Índia "tem 1,1 bilhão de habitantes e não consegue suprir a demanda interna de açúcar. Ou seja, diferentemente do Brasil, não há como produzir no país etanol a partir de cana-de-açúcar".

Além da falta de terras cultiváveis, as algas marinhas crescem de 5% a 9% ao dia e permitem colheitas a cada 45 dias, o que dá uma produção incomparável com qualquer outra cultura.

Outra vantagem das algas marinhas é que não é necessário utilizar pesticidas e nem precisa de água para irrigação. O lado negativo é que já existe posições contrárias ao cultivo de algas, que poderia impactar no sistema de corais.

O pinhão-manso é outra alternativa, já que ele pode ser cultivado em regiões áridas, não cultiváveis.

Um dos objetivos da pesquisa foi o aproveitamento integral do fruto. A casca do pinhão, que antes era descartada, passou a ser transformada em briquetes que são distribuídos à população em substituição à lenha.

Também as sementes que sobravam foram transformadas em torta fertilizante. Por fim, um subproduto da produção do bioetanol, a glicerina crua, recebeu um destino mais complexo: foi transformada em um polímero biodegradável.

A avaliação do biodiesel feito a partir do pinhão-manso apontou alto rendimento do combustível, aproximando-se do desempenho do diesel de origem fóssil.