A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve concluir o mais rápido possível, a análise que pode autorizar o uso da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan.
O anúncio foi feito na sexta-feira (7) pelo diretor da agência, Daniel Pereira, durante entrevista sobre a aceleração dos processos de aprovação de medicamentos e produtos biológicos. E complementou que a direção da Anvisa está usando a inteligência artificial (IA) para reduzir em até 50% o tempo de análise de novos medicamentos e vacinas.
De acordo com Pereira, o pedido do Butantan é tratado como prioritário dentro da Anvisa. Ele explicou que, recentemente, foi realizada uma reunião com o comitê de especialistas para esclarecer dúvidas e permitir o encerramento da avaliação. A expectativa é de que a decisão sobre o registro ocorra até a primeira quinzena de novembro.
A vacina desenvolvida pelo instituto apresenta alta eficácia e proteção prolongada. Estudos indicam 84% de redução nas hospitalizações e 89% de eficácia contra as formas graves da dengue. O esquema vacinal é composto por duas doses, que garantem imunidade duradoura e fortalecem o sistema de defesa do organismo contra os quatro sorotipos do vírus (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4).
Além de diminuir casos graves e mortes, a imunização em larga escala deve reduzir a circulação do vírus e controlar surtos epidêmicos, aliviando a pressão sobre o sistema público de saúde. O impacto positivo se estende também à economia, já que a redução das internações e dos afastamentos por doença representa economia de recursos e melhora da produtividade.
A vacina é vista como uma ferramenta essencial e complementar às ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, fortalecendo as estratégias de saúde pública para conter o avanço da doença no Brasil.
Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)