Alexandre Padilha considera a imunização da população contra a gripe como uma importante medida para combater a superlotação de hospitais
Primeiro passo para reduzir a superlotação de hospitais é reforçar a vacinação , defende o ministro da Saúde, Alexandre Padilha . Em entrevista ao Gaúcha Atualidade , da Rádio Gaúcha , nesta sexta-feira (29), o titular da pasta detalhou que o maior problema está em conscientizar as pessoas sobre a importância da vacina.
De acordo com o ministro, no pico mais grave da infecção por influenza no Rio Grande do Sul, 65% das pessoas que morreram não tinham se vacinado . Ele atribui isso aos boatos espalhados sobre os imunizantes.
— O grande desafio da vacinação é derrotar os negacionistas , aquelas pessoas que espalham mentiras sobre as vacinas — afirma Padilha.
Padilha também reforçou a importância da vacinação das crianças , afirmando que na atualidade, o imunizante está disponível até mesmo nas escolas.
— Eu quero lembrar aos pais que vocês só não tiveram paralisia infantil, doenças graves como meningite, porque um dia os seus pais te levaram para se vacinar. Hoje a vacina está todo dia nas unidades de saúde — ressaltou.
Vacina contra a dengue
Questionado sobre a vacinação contra a dengue , o ministro comentou as dificuldades para a obtenção do imunizante, que atualmente é comercializado por apenas um produtor em todo o mundo.
De acordo com Padilha, uma nova vacina 100% brasileira , está sendo desenvolvida pelo Ministério da Saúde em parceria com o Instituto Butantan, para atender a uma maior parte da população.
— A grande aposta do Ministério da Saúde para a vacinação da dengue é uma nova vacina que está sendo desenvolvida com apoio do ministério pelo Instituto Butantan. Uma vacina brasileira que é de apenas uma dose , com a indicação muito mais ampla, podendo ser utilizada em várias faixas etárias — explica Padilha.
Os estudos, segundo o ministro, devem ser concluídos até o final do ano.
Em abril, Porto Alegre precisou suspender a vacinação contra a doença devido à falta de doses para a população. Pelo menos 20 mortes foram registradas na Capital em decorrência da doença.