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Incubadora já abriga 80 empresas

Publicado em 15 agosto 2002

Por Fabiana Pio
Uma máquina inédita para passar roupa, um sistema nacional para medir campos magnéticos e elétricos, uma cola especial que não utilizam solventes ou substâncias tóxicas e elimina a necessidade de furar, parafusar pregar são alguns dos projetos envolvidos por micros e pequenas empresas integrantes do Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec). localizado na Cidade Universitária, em São Paulo. O Cietec tem atualmente 80 empresas e pretende abrigar outras 20 até o final do ano, segundo o presidente do Cietec, Cláudio Rodrigues. "Ampliamos recentemente nossa capacidade, graças aos recursos do Ministério da Ciência e Tecnologia e do governo do Estado de São Paulo", diz Rodrigues. De acordo com o presidente, o Cietec tem condições de abrigar 120 empresas. O pré-requisita para a empresa ingressar na incubadora é ter propostas inovadoras em pesquisas para produtos e serviços tecnológicos. "Não temos preferência por áreas específicas. Apoiamos projetos inovadores de pessoas com espírito empreendedor", diz Cláudio Rodrigues. "Queremos que haja maior interação entre o universo científico e a indústria", diz o presidente do Cietec. Segundo ele, tanto o Brasil quanto a Coréia contribuem com cerca de 1,5% do conhecimento científico no mundo. O Brasil registra anualmente cerca de 100 patentes nos Estados Unidos e a Coréia cerca de 3 mil. "Há um grande espaço entre universidade e empresa que deve ser preenchido", afirma Cláudio Rodrigues. MÁQUINA DE PASSAR ROUPA A idéia de criar uma máquina de passar roupa foi da então aeromoça Célia de Oliveira. "Eu viajava muito e não tinha tempo de passar minhas roupas. Eu as pendurava no banheiro, para serem desamassadas pelo vapor quente do chuveiro", diz Célia. Célia, que também é arquiteta, resolveu desenvolver um protótipo com seu irmão engenheiro e fez muito sucesso entre os parentes, vizinhos e amigos. "Houve tanto interesse pela máquina que resolvemos patentear a invenção e criar a Coll Projetos Engenharia", diz Célia. Segundo a arquiteta, já foram investidos, com recursos próprios, cerca de R$ 250 mil para o desenvolvimento da máquina. Desse valor. R$ 30 mil foram financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Paulo (Fapesp). Um segundo protótipo está sendo criado e ficará pronto no final deste ano. "Se tudo der certo, iremos comercializar o novo produto no começo do ano que vem. Já estamos em conversas com algumas empresas, mas não posso adiantar nomes", diz a arquiteta Célia. A máquina funciona a gás e também a eletricidade, tem capacidade para 12 peças de roupa e o tempo de alisamento é de 35 a 40 minutos. O preço estimado para a venda é de R$ 600 a R$ 1.200. Além disso, economiza 65% no consumo de energia, em relação ao ferro de passar roupa comum. Segundo Célia, a loja Vila Romana está fornecendo roupas para serem testadas no novo equipamento. Inscrições A máquina de passar é um dos projetos que estão sendo desenvolvidos no Cietec. Para fazer parte desse Centro, é necessário que a empresa preencha um formulário, que pode ser retirado ate o dia 29 de agosto no Cietec. As propostas serão recebidas até o dia 30 de agosto. A pré-seleção será publicada no dia 10 de setembro. Após a primeira etapa, a entrega dos planos de negócios deverão ser entregues até o dia 15 de outubro e o resultado será anunciado em 29 de novembro. As pequenas empresas integrantes do Cietec pagam uma mensalidade, que é revertida na viabilização das operações e manutenção da infra-estrutura. O Cietec recebe apoio do Serviço Brasileiro às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e Fapesp. NÚCLEO DARÁ A PARTIDA A CONGLOMERADO DE PARQUES Um núcleo tecnológico para abrigar empresas que comercializam produtos inovadores começará a ser construído nos próximos dois meses, na Cidade Universitária, em São Paulo. Segundo Cláudio Rodrigues, presidente do Cietec, o objetivo é montar um ambiente de teste para depois construir o primeiro Parque Tecnológico da cidade de São Paulo. O núcleo receberá investimentos de R$ 3,1 milhões e terá 7 mil m2 de área construída. "Esse é o primeiro núcleo de um projeto maior que prevê a construção de um conglomerado de parques tecnológicos na cidade de São Paulo, que totalizará 400 mil metros quadrados de área dedicada à pesquisa e ao desenvolvimento de tecnologia nacional", diz Rodrigues. O projeto é uma iniciativa do Cietec e recebe apoio da Financiadora de Estudos e Projetos e da Secretaria da Ciência e Tecnologia e Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo. De acordo com o presidente, o novo núcleo será finalizado no primeiro semestre do ano que vem. Por enquanto, sua estrutura não está definida e ainda não se sabe quantas empresas irão participar do projeto.