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Diário do Comércio (MG) online

INCTs mineiros receberão R$ 523 milhões

Publicado em 17 dezembro 2008

Foi assinada ontem, em Belo Horizonte, a autorização para repasse de recursos aos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) mineiros. Os projetos, oriundos de universidades como a Universidade Federal de Minas Gerais UFMG e a Universidade Federal de Viçosa (UFV), foram aprovados em edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A autorização foi assinada pelo vice-governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, pelo secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Alberto Duque Portugal, e pelo presidente da Fapemig, Mario Neto Borges.

A criação dos institutos terá um investimento de cerca de R$ 523 milhões, o maior valor disponível para uma chamada pública para apoio à pesquisa no país. Ela conta com parceria da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC), e as Fundações de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam), do Pará (Fapespa), de São Paulo (Fapesp), Minas Gerais (Fapemig), Rio de Janeiro (Faperj) e Santa Catarina (Fapesc), Ministério da Saúde, Petrobrás e Banco Nacional de Desenvolvimento econômico e Social (BNDES).

Na região Sudeste, serão sediados 63 Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia, sendo 35 em São Paulo, 16 no Rio de Janeiro e 12 em Minas Gerais, com recursos das parcerias com o Ministério da Saúde e diretamente com as Fundações de Amparo à Pesquisa dos três estados.

Segundo o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Alberto Duque Portugal, a economia do conhecimento exige uma posição firme e rápida do Brasil no trabalho com a inovação. Os INCTs, na sua opinião, são instrumentos de fundamental importância, com parcerias importantes para fazer avançar o nosso Estado, tornando Minas um ambiente propício às ações inovadoras. Os institutos sediados em Minas abrangem as áreas de medicina molecular, nanomateriais de carbono, nano-biofarmacêutica, combate à dengue, planta-praga, desenvolvimento de vacinas, pecuária, ciência animal, engenharia, web e biodiversidade.

Café

 Entre as propostas aprovadas está o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Café, coordenado pelo pesquisador Mario Lúcio Vilela de Resende, da Universidade Federal de Lavras (UFL). O instituto terá a missão de gerar tecnologias apropriadas, competitivas e sustentáveis para a cadeia produtiva do café, por meio da integração de instituições que atuam na área da cafeicultura no Brasil.

Além do desenvolvimento competitivo do agronegócio no país, o INCT Café também busca assegurar a sustentabilidade da produção, atenuar o impacto das alterações climáticas sobre a cafeicultura, reduzir os custos de produção, preservar os recursos naturais por meio de geração de tecnologias sustentáveis, desenvolver modelos adaptados para os sistemas especiais de produção, melhorar a qualidade e a competitividade do café, bem como viabilizar o comércio online, levando à geração de negócios de alto valor agregado.