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Jornal Brasil

Inaugurado novo prédio do Centro de Pesquisa em Obesidade

Publicado em 21 dezembro 2015

Foi inaugurado na sexta-feira, (18), na Unicamp, o novo prédio que irá abrigar as atividades do Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades ou, em inglês, Obesity and Comorbidites Research Center(OCRC). São três andares que reunirão grupos de pesquisadores do Instituto de Biologia (IB) e da Faculdade de Ciências Médicas (FCM), que já desenvolvem pesquisas na área de forma multidisciplinar, porém em ambientes físicos distintos. O OCRC é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids), apoiados pela Fapesp.

“Colocar esses grupos em proximidade física vai facilitar o desenvolvimento de alguns tipos de pesquisa além de otimizar o uso de equipamentos e de produtos de consumo nas pesquisas. Nós sabemos que os equipamentos sofisticados encarecem a pesquisa, dessa forma teremos nosso custo bem reduzido”, afirmou o pesquisador-chefe do Centro, Licio Augusto Velloso.

O prédio com 1200 metros quadrados vai abrigar sete grupos de pesquisa coordenados por professores que fazem parte do Cepid. “Nós vamos desenvolver atividades de ensino, de pesquisa, de extensão e de difusão no novo prédio. Além dos laboratórios, haverá áreas para atividades didáticas, como um anfiteatro, áreas para reuniões de grupos e ainda um pequeno museu de nutrição, mas a principal atividade é de pesquisa mesmo, pois 70% do espaço são destinados aos laboratórios”, complementou. O OCRC desenvolve pesquisas na área do metabolismo, com enfoque na obesidade, diabetes, hipertensão, arteroesclerose, entre outras.

Desde que o projeto inicial, idealizado pelo professor Antonio Boschero, foi aprovado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), passaram-se dez anos até a inauguração do prédio. Houve vários entraves burocráticos que atrasaram a conclusão da obra. Foram investidos cerca de 3 milhões de reais entre as verbas da Finep, majoritariamente, da Fapesp e da própria Unicamp, por meio da Coordenadoria Geral da Universidade (CGU), FCM e IB.

O professor do IB, Everardo Carneiro, que assumiu a responsabilidade da obra nos últimos anos, salienta que a união das unidades de pesquisa, além de projetar a universidade representa uma nova maneira de fazer ciência. “Nós não temos mais ‘feudos’ e sim grupos produtores de ciência em torno de um problema que nesse caso é a obesidade e as comorbidades que se relacionam com ela”.

A solenidade contou com a presença do professor Antonio Boschero que foi homenageado com seu nome na placa de inauguração do prédio. Durante a cerimônia anterior ao descerramento da placa, na sala da Congregação do IB, autoridades falaram sobre a importância do novo espaço para o Centro. Boschero lembrou que a ideia da construção do prédio nasceu porque já havia uma pesquisa robusta sobre a síndrome metabólica, envolvendo um grande número de pesquisadores e de publicações. “Em 10 anos o projeto inicial foi ampliado e somou-se a divulgação”, salientou. Além de Boschero, todos fizeram referências ao outro pioneiro da área, professor Anibal Vercesi.

A cerimônia também teve a participação do diretor associado da FCM, Roberto Teixeira Mendes, do diretor do IB, Alexandre Leite Rodrigues de Oliveira, da pró-reitora de Pesquisa, Gláucia Maria Pastore, do diretor científico da FAPESP Carlos Henrique de Brito Cruz, representando o presidente da entidade, e do coordenador geral da Unicamp, Alvaro Penteado Crósta, representando o reitor José Tadeu Jorge.

Crosta ressaltou a importância da pesquisa na área, que é um tema fundamental para a saúde pública e que deverá colaborar para gerar políticas publicas. Também lembrou do potencial de inovação do OCRC e destacou o sucesso do projeto, desde o início. Apesar do ano difícil para o País o coordenador geral fez um balanço positivo para a Unicamp, que subiu nos rankings que avaliam a qualidade das universidades.

Brito Cruz elogiou a liderança do pesquisador-chefe Lício Veloso “que consegue juntar pessoas e conseguir resultados superiores”. Ele afirmou que foi uma conquista a busca por financiamentos complementares para a construção do prédio e que as expectativas da Fapesp são elevadas em relação ao OCRC, que tem capacidade para fazer ciência competitiva internacionalmente. Depois da cerimônia e do descerramento da placa, os professores, alunos e pesquisadores foram convidados a conhecer o novo prédio, que fica próximo ao Instituto de Biologia.

Fonte Imprensa Uncamp