Notícia

Head Topics (Brasil)

Impressão 3D está sendo usada para criar nova Taça Jules Rimet

Publicado em 04 dezembro 2019

Cientistas da USP estão construindo réplica idêntica ao troféu do tricampeonato mundial de 1970; só não é de ouro. A confecção do troféu é realizada por meio da impressão aditiva 3D e com apoio da Fapesp. Quando pronto, o prêmio será doado à CBF.

As ferramentas necessárias para a conclusão do projeto, embora poucas em quantidade, são caras. A impressora aditiva, por exemplo, está avaliada em R$ 2 milhões, e foi construída na própria USP, a partir de tecnologia desenvolvida em colaboração com a Fapesp e a empresa de produtos mecânicos ROMI.

A Taça Jules Rimet foi a recompensa do Brasil pela vitória contra a Itália em 1970, pelo placar de 4 a 1. Treze anos depois, contudo, o prêmio foi roubado da sede da CBF, no Rio de Janeiro. Alguns dias mais tarde, teria-se a notícia de que o troféu fora fundido. Segundo estimativas, o ouro coletado valeria o equivalente a cerca de R$ 190 mil nos dias atuais. Em 1986, a Fifa ofereceu uma réplica da taça, que continua entre os prêmios guardados pela entidade até hoje.

Além da criação, o 3D pode servir para fins de reprodução e restauração. Cientistas afirmam, por exemplo, que a existência de modelos em três dimensões da Catedral de Notre Dame pode ser essencial como referência na reforma da igreja após o incêndio de abril deste ano. Afinal, tendo em mãos os detalhes em 3D do local, o que é proporcionado por essa tecnologia, engenheiros conseguem reproduzi-los muito mais fielmente.

Fonte VEJA