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Prefeitura Municipal de São José dos Campos

Importância da cooperação é destacada durante encontro

Publicado em 15 outubro 2014

Prefeitura Municipal São José dos Campos

Mais de 50 pessoas, entre professores, técnicos e empresários, participaram nessa terça-feira (14) do 2º Encontro de Cooperação entre Universidades, ICTs e Empresas, uma iniciativa do Cluster Aeroespacial Brasileiro apoiada pelo CECOMPI e pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (SDECT), da Prefeitura de São José dos Campos.

 

Alinhado com o eixo de desenvolvimento econômico sustentável do plano de governo do prefeito, o evento teve como objetivo estimular a cooperação entre as instituições de ensino e a cadeia produtiva do setor aeroespacial.

 

“Uma das atribuições do CECOMPI é fomentar a competitividade das empresas através do estabelecimento de parcerias com universidades e instituições ligadas à ciência e tecnologia”, lembrou Carlos Fernando Rondina Matheus, supervisor do Cluster Aeroespacial Brasileiro. “Essa sinergia entre empresas, universidades e institutos de pesquisa é fundamental para sabermos como podemos ajudar uns aos outros”, concordou Joeber Jorge, da Serco Engenharia.

 

Todos os participantes enfatizaram a importância da cooperação no setor tecnológico. “Nosso foco é suprir as necessidades das empresas em recursos humanos. Temos, por exemplo, um novo curso de gestão empresarial, um aspecto muito importante para quem quer empreender no setor da inovação”, disse o professor doutor Luiz Antônio Tozi, diretor da FATEC (Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo) em São José dos Campos. “Valorizamos muito a capacitação de pessoal. Já temos, inclusive, parcerias com o ITA (Instituto de Tecnologia Aeronáutico) e a FATEC nesse sentido”, afirmou Joessil Mauro Cursino, da Aernnova.

 

“Temos vários projetos em andamento com o setor aeroespacial. Um deles é o Grupo de Fluência de Metais, uma parceria da UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo) com o ITA, o IEAv (Instituto de Estudos Avançados) e o DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), citou Luiz Leduíno de Salles Neto, diretor acadêmico da UNIFESP em São José dos Campos.

 

Fernando Ferraz, da Akaer, mencionou oportunidades de cooperação entre empresas, universidades e institutos de pesquisa nas áreas de automação, desenvolvimento integrado de produtos, integração de base de dados, gestão dimensional e materiais e processos.

 

Para Célio Costa Vaz, da Orbital, não falta dinheiro para apoiar a inovação tecnológica no Brasil. “Tem a FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos), a FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). Estamos atualmente desenvolvendo em parceria com o IAE (Instituto de Aeronáutica e Espaço) um projeto de foguete a etanol que é financiado pela FINEP. Mas é importante que os institutos de P&D associem as empresas às pesquisas desde o início”.

 

Ao contrário, José Sebastião Ribeiro, da RSD Tecnologia, lamentou a dificuldade das pequenas empresas para conseguir financiamento e a falta de interação com os institutos de P&D. “Os ICTs têm ferramentas para desenvolver protótipos, como impressoras 3D, às quais as pequenas empresas não têm acesso por questões burocráticas”.

 

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