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Correio Popular online

Idioma das artes e da arquitetura

Publicado em 24 fevereiro 2005

As obras de Leonardo Da Vinci ganharam notoriedade nos últimos anos por permear as aventuras vividas pelo professor Robert Langdon no best seller O Código Da Vinci, que virou febre mundial. O livro de Dan Brown provocou uma verdadeira enxurrada de obras que abordam o mesmo tema e buscam pistas do Santo Graal, o Cálice Sagrado que contém o sangue de Cristo, por meio de obras de arte.
Quando o assunto é arte, a constante em qualquer livro é a Itália e os seus três milênios de história. O país pode ser considerado um museu a céu aberto com os seus vários monumentos, castelos, ruínas, igrejas e a famosa Basílica de São Pedro. É neste país que se encontra 60% do patrimônio artístico, histórico e cultural da humanidade.
Admiradores e intelectuais que queiram estudar a História da Arte verão que a maior parte da bibliografia sobre o tema é escrita em italiano. Conhecido como o idioma das artes e da arquitetura, o italiano está atraindo cada vez mais a atenção do público que busca o aprendizado de uma segunda língua estrangeira.
Em Campinas, uma boa opção para quem quer aprender a língua das artes é a Oggi, Centro de Língua e Cultura Italiana, uma escola de língua e cultura italiana que está há 11 anos na cidade. Por ser uma escola voltada exclusivamente ao ensino do italiano, a busca é adotar os mais novos conceitos desenvolvidos por pesquisadores universitários no ensino de línguas estrangeiras.
Para 2005, a novidade é a perspectiva ecológica, e conceito que considera o aluno dentro do seu meio ambiente. "Nosso método utiliza a abordagem comunicativa, em que o aluno aprende a usar a língua em situações reais, o que significa, por exemplo, que a gramática não é ensinada como um amontoado de estruturas a serem memorizadas, mas sempre de maneira contextualizada", explica Ilse Moreira, coordenadora pedagógica da escola.
De acordo com ela, a novidade é que a prática pedagógica trabalha com o aluno a partir de uma perspectiva diferente, a perspectiva ecológica, que leva em conta a necessidade de respeitar suas características individuais, tais como as inteligências múltiplas (lógico-matemática, visual, corporal, musical, interpessoal e verbal), os ritmos, os estilos de aprendizagem, as expectativas, os interesses e as necessidades.
O material de ensino é produzido pela própria escola, com livros e CD de áudio, elaborado pela coordenadora e por Fernanda Ortale, doutora em Ensino de Língua Estrangeira pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e professora da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Negócios
Como nem só de arte vive a Itália, a Oggi também aborda o lado comercial do aprendizado. A Itália é um dos países de grande crescimento econômico na Europa e a língua italiana é utilizada com grande freqüência no mundo dos negócios ou mesmo nas relações internacionais. Pensando nisso, a escola procura atender as necessidades especiais do mercado profissional, oferecendo treinamento para os exames de proficiência exigidos em cursos de pós-graduação de universidades como a Universidade de São Paulo (USP) e Unicamp e nos programas de pós-graduação no exterior da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível (Capes), do governo federal, e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Nestes casos, o programa de ensino pode se adequar ao perfil de cada aluno, com cursos direcionados para treinamento de profissionais de empresas ou indústrias, cursos para viagens técnicas ou de negócios e para participações em feiras e congressos.