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Sucesso no Campo

Identificados genes que aumentam resistência da cana à seca

Publicado em 17 outubro 2018

Pesquisadores do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em parceria com cientistas do Vlaams Instituut voor Biotechnologie (VIB), da Bélgica, conseguiram identificar genes que aumentam a resistência da cana ao estresse hídrico. Ao todo, foram identificados um conjunto de cinco genes que deixam a cana ainda mais tolerante à seca.

De acordo com os idealizadores do projeto, que também contou com o apoio Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), ele buscava encontrar alternativas para regular o desenvolvimento da cana, que sofre bastante com a seca. Para Marcelo Menossi Teixeira, professor do IB-Unicamp e coordenador do projeto, os resultados irão proporcionar o desenvolvimento de novas alternativas para esse problema.

“Submetemos a patente desses genes no mês passado. Queremos, agora, analisá-los em plantas transgênicas de cana e, posteriormente, licenciá-los para empresas interessadas”, explicou dizendo que a pesquisa já está em um nível bastante animador.

Isso porque os estudos começaram já em 2007, quando m grupo de pesquisadores do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP) começou a analisar genes expressos em uma variedade de cana plantada em Alagoas em condições de seca. Como esse tipo de pesquisa levaria vários anos para apresentar um resultado, os pesquisadores testaram alguns genes de tabaco como comparativo.

“Constatamos que esses cinco genes são ativados pela cana quando a planta se encontra em condição de estresse hídrico a fim de protegê-la da situação de seca. Nossa ideia é fazer modificações genéticas na planta para tornar esses genes permanentemente ativados e, dessa forma, deixar a planta preparada para uma situação de seca de modo que apresente desempenho melhor sob essa condição. Nosso objetivo é chegar a uma cana-de-açúcar transgênica capaz de suportar longos períodos sem irrigação e de crescimento rápido”, conclui.

Fonte: Agrolink Por Leonardo Gottems