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Identificado pela primeira vez a presença de microplásticos ambientais no pulmão humano (36 notícias)

Publicado em 24 de maio de 2021

Pesquisadores do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) chegaram a resultados inéditos em um de seus estudos: a detecção, quantificação e caracterização química dos microplásticos no pulmão. O trabalho foi reconhecido e aprovado, no último dia 12 de maio de 2021, pelo periódico científico internacional Journal of Hazardous Materials (fator de impacto: 9.04), que deve publicar o artigo em sua próxima edição.

“Somos o primeiro grupo no mundo a obter e publicar essas conclusões”, afirma o pesquisador Luís Fernando Amato Lourenço, do Departamento de Patologia da FMUSP.

Estudos anteriores já haviam demonstrado que os microplásticos estão presentes no ar de grandes metrópoles e que as pessoas estivessem inalando essas partículas/fibras. Inclusive, uma revisão literária (https://bit.ly/341K9sk) com os principais achados e possíveis efeitos na saúde humana foi feita pelo mesmo grupo de investigação, e publicada na revista Science of The Total Environment (STOTEN), da Elsevier, em agosto do ano passado. 

Agora, com o aprimoramento das técnicas de metodologia, acesso a amostras de tecido pulmonar humano e outros desafios superados, dentro do mesmo projeto, que é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP, “podemos comprovar que os microplásticos estão presentes no ar, podem ser inalados por humanos e chegar até os pulmões”, declarou a Profa. Thais Mauad, do Departamento de Patologia da FMUSP.

O estudo indica que, uma vez no meio ambiente, essas partículas e fibras são muito heterogêneas e tendem a se ligar a outros poluentes presentes no ar ou mesmo vírus e bactérias, servindo como vetores. Além do grande potencial de os microplásticos com esses contaminadores e microrganismos agregados serem respirados pelas pessoas.

Leia a matéria em: https://bit.ly/3u5T1rj