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Agron

Identificação de bactérias em alimentos

Publicado em 05 agosto 2019

O dispositivo consiste em uma folha com eletrodos de prata.

Uma molécula extraída da picada de abelha deu origem a um biossensor que pode detectar bactérias em alimentos e bebidas mais rapidamente e a um custo menor do que os métodos tradicionais. O desenvolvimento deste dispositivo foi realizado por pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

"Esse biossensor pode detectar bactérias em uma amostra extremamente pequena de alimentos ou bebidas, com grande sensibilidade e em um tempo que varia entre 10 e 25 minutos", disse Osvaldo Novais de Oliveira Junior, professor do IFSC-USP e coordenador do projeto.

Com os métodos tradicionais, é necessário analisar o volume da massa completa, monitorar o crescimento das bactérias e proceder à contagem das unidades que formam a colônia. "Mas esse processo pode levar entre 24 e 72 horas", disse ele. Este dispositivo, resultado do projeto de pós-doutorado de Deivy Wilson Masso no IFSC-USP e que recebeu uma bolsa da FAPESP - Fundação de Apoio à Pesquisa Científica do Estado de São Paulo, é descrito em artigo publicado em Revista Talanta.

O dispositivo consiste em uma folha com eletrodos de prata - um material eletricamente condutivo - e partículas magnéticas de dimensões nanométricas (bilionésimos de metro), revestidas com melitina. Este peptídeo, extraído da picada das abelhas, interage especificamente com as bactérias. Quando introduzidas em uma amostra de água, por exemplo, nanopartículas magnéticas revestidas de melitina atraem e capturam bactérias. Ao usar um ímã, os microorganismos são concentrados nas nanopartículas, que são então depositadas nos eletrodos de prata.