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IBM inaugura centro de inteligência artificial em parceria com USP e Fapesp

Publicado em 13 outubro 2020

As primeiras cinco frentes de estudo estão relacionadas a saúde, meio ambiente, agricultura, língua portuguesa e futuro do trabalho

A IBM inaugura nesta terça-feira (13/10) em São Paulo o Centro de Inteligência Artificial (C4AI), em parceria com a USP e a Fapesp. O projeto tem como objetivo desenvolver novas aplicações da tecnologia. O C4AI conta com financiamento garantido por 10 anos. IBM e Fapesp reservarão, cada uma, até US$ 500 mil anualmente para implementar o programa, que contará com avaliações periódicas. Já a USP investirá até US$ 1 milhão por ano em instalações físicas, laboratórios e professores, técnicos e administradores para gerir o centro, entre outros.

O C4AI inicia seus trabalhos com cinco frentes de pesquisa, relacionadas a saúde, meio ambiente, agronegócio, futuro do trabalho e tecnologias de processamento de linguagem em português.

Claudio Pinhanez, gerente de pesquisa da IBM Brasil para inteligência em conversação e vice-diretor do C4AI, explica que a escolha das áreas de pesquisa foi feita junto com os professores da USP, levando em consideração a capacitação da universidade nos temas e o alinhamento com pesquisas já em curso na IBM Research. “Nossa função não é trazer inteligência artificial de hoje e aplicar aos problemas que existem. Isso já é feito em muitos lugares e é função de startups e empresas como a IBM. O que a gente procurou foram áreas com potencial de crescimento em IA e problemas que, sem uma nova tecnologia, ainda não dá para resolver”, diz.

Um exemplo disso é a vertical de estudos na saúde. Os pesquisadores irão se dedicar ao acidente vascular cerebral (AVC), para melhorar diagnósticos, tratamento e reabilitação. “Para estudar o AVC, há uma grande combinação de dados: evolução do paciente, exames de imagem, eletroencefalogramas etc. Combinar tudo isso está além da tecnologia disponível na indústria hoje”, diz Claudio. Uma ferramenta como essa, segundo ele, poderia ser usada em outras áreas da medicina e até em setores como o de petróleo.

Além da participação no financiamento do centro, o papel da IBM é levar ao C4AI a experiência de mercado. “Uma das vantagens é que nós temos um laboratório de pesquisa da IBM no Brasil. Não preciso trazer um cara da China. Por isso, tentamos alinhar as linhas de pesquisa do centro com as pesquisas locais da IBM”, diz.

Escolher as linhas de pesquisa, entretanto, não foi tarefa fácil. Era preciso eleger áreas de ponta em que a USP tem professores de excelência e alinhar com a pesquisa da IBM. "Meu trabalho foi de casamenteiro. Para haver colaboração entre pesquisadores, precisa ter 'fit'. É como um grupo de gatos, você não os controla", brinca Pinhanez.

Outro alinhamento difícil o tempo das pesquisas. Segundo o executivo, as empresas tendem a caminhar com mais agilidade do que a academia. "A gente [IBM] tem de reagir mais ao mercado. Portanto, não adianta decidir 100% hoje, porque em dois anos isso provavelmente vai mudar".

Espaço para crescer

Incialmente, entre 70 e 80 professores da USP estarão envolvidos nos trabalhos do centro, com 40 a 50 bolsas de estudo. “Esses números nos dizem que temos potencial para trazer muito mais gente. Imagino que possamos ter entre 150 e 200 alunos, pensando em dois por professor”, diz Pinhanez. Agora, começa um processo de busca por outras empresas parceiras que se interessem em investir nessas linhas de pesquisa, com bolsas de estudos.

Propriedade intelectual

Os documentos que detalham a parceria entre USP, Fapesp e IBM determinam que se alguma das pesquisas gerar uma patente, a empresa é coproprietária dela. Entretanto, Pinhanez afirma que esse não é o objetivo da IBM com o investimento. "Nesses trabalhos com universidade poucas patentes são produzidas", diz. "Vemos o centro mais como uma fábrica de open source e open data, o que é bom para a gente, para academia e para toda a indústria", afirma.

Linhas de pesquisa

Além da pesquisa em saúde, focada em AVC, o centro terá outras quatro linhas de frente. O estudo na área da agricultura irá tentar desenvolver modelos correlação mais avançados que aqueles existentes hoje, para processos de tomada de decisão com incerteza para o setor de agricultura. Um dos objetivos é reduzir o desperdício de água e alimento.

Na linha de linguagem, a meta é organizar bancos de dados em português. “Criar sistemas melhores de processamento de linguagem em português é o desafio de toda indústria”, diz Pinhanez. Basicamente, não há dados suficientes catalogados em português. Segundo o executivo, as únicas línguas que não têm esse problema hoje são o inglês e o chinês.

Outra linha de pesquisa vai focar no estudo dos oceanos e pretende abordar perguntas complexas sobre a Amazônia Azul, vasta região do oceano Atlântico na costa brasileira rica em biodiversidade e recursos energéticos. Uma das questões que podem ser respondidas com o sistema é o que causou o aparecimento de manchas de óleo na costa nordeste do Brasil recentemente.

Por fim, uma frente de estudos vai envolver diversas áreas de humanas da USP, como economia, história, sociologia e ciências sociais, para o mapeamento e compreensão do impacto da IA em economias como a do Brasil

Diversidade

Além de anunciar as linhas de pesquisa, o C4AI divulgou também nesta terça-feira que terá três comitês de acompanhamento: um científico internacional, para avaliar o progresso do centro; um de indústria e sociedade, para que a instituição tenha o maior impacto possível na indústria e na sociedade brasileira; e um de diversidade e inclusão, com objetivo de promover e aumentar a participação de mulheres e afrodescendentes na ciência.

“Em inteligência artificial no Brasil, sentimos que ainda falta representatividade, especialmente num nível mais sênior”, diz Pinhanez. “Parte disso é legado histórico. Você não muda o passado. Estamos falando de professores que seguem a carreira acadêmica há 20 anos. Mas é importante discutir como melhorar a inclusão”.

Segundo ele, o primeiro passo é formar o comitê e trazer os interessados para a conversa. “Precisamos ouvir dessas pessoas o que nós podemos fazer”, diz Pinhanez. Uma possibilidade, segundo ele, é fazer programas de mentoria, como a IBM Research realiza nos Estados Unidos. Outra é criar bolsas específicas para determinados públicos.

 

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