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IB vai integrar Instituto Nacional de Ciencia e Tecnologia

Publicado em 08 janeiro 2009

O Laboratório de Genômica Integrativa do Instituto de Biociências da Unesp, campus de Botucatu, passou a fazer parte do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Adaptações da Biota Aquática da Amazônia (Adapta), criado por meio de aprovação obtida a partir do edital 015/2008 do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O resultado foi divulgado no final do mês de novembro e o Adapta, que foi contemplado com recursos de R$ 7 milhões para serem aplicados no período de 2009 a 2011, terá a missão de gerar subsídios para políticas públicas e novos produtos e processos em benefício do homem, tendo por base a capacidade adaptativa dos organismos aquáticos da Amazônia em relação às mudanças ambientais naturais e causadas pela ação humana.

Para o Laboratório do IB, serão disponibilizadas duas bolsas de Pós-doutorado, uma bolsa de Apoio Técnico, além de R$114 mil para despesas de viagem e consumo laboratorial. Caberá ao LGI realizar análises de expressão gênica em peixes submetidos aos diferentes níveis de estresse ambiental.

A equipe do Adapta é composta por cerca de 60 pesquisadores do Brasil e do exterior que são liderados pelo professor Adalberto Val, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

A coordenação dos trabalhos na Unesp de Botucatu é dos pesquisadores Cesar Martins e Maeli Dal Pai Silva, do Departamento de Morfologia, e Adriane Wasko, do Departamento de Genética.

Além dessa participação, o Laboratório do IB colaborará ainda no subprojeto do Laboratório de Citogenética e Evolução de Peixes, também integrante do Adapta, e que é coordenado por Eliana Feldberg, pesquisadora do Inpa.

Entre as metas dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) estão agregar e viabilizar estudos desenvolvidos em diversos centros e em áreas estratégicas para o desenvolvimento sustentável do país, além de estimular pesquisas científicas e tecnológicas de ponta que tenham aplicações práticas e propiciar ambientes atraentes e estimulantes para alunos do ensino médio à pós-graduação. O desempenho de cada instituto será avaliado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE).

Para a criação dos INCTs foram investidos cerca de R$ 600 milhões em 101 unidades de pesquisas que deverão ocupar posição estratégica no sistema nacional de Ciência e Tecnologia.

A implantação dos institutos conta com parceria da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), das Fundações de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam), do Pará (Fapespa), de São Paulo (Fapesp), Minas Gerais (Fapemig), Rio de Janeiro (Faperj) e Santa Catarina (Fapesc), do Ministério da Saúde, e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).