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IB dobra prazo de validade de produto para diagnóstico de tuberculose em bovinos

Publicado em 01 outubro 2020

Profissionais já encontram, nos pontos de venda, a tuberculina com validade de dois anos, produzida pelo Instituto Biológico

Os profissionais que forem adquirir novos frascos de tuberculina para diagnóstico de tuberculose, principalmente em bovinos, terão uma boa surpresa. O produto, produzido pelo Instituto Biológico (IB-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado, tem agora validade de dois anos, o dobro do que era disponibilizado, o que ajudará na rotina de compras e armazenamento dos produtos pelos profissionais que atuam no campo, além de reduzir o desperdício.

De acordo com o médico-veterinário do IB, Ricardo Spacagna Jordão, a turberculina bovina e a aviária são usadas para triagem e confirmação do diagnóstico de tuberculose em animais de produção. A liberação para o aumento do prazo de validade foi dada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) no início do ano, mas agora, com o fim dos estoques do produto, os médicos veterinários poderão encontrá-los no mercado.

“Na prática, o novo prazo de validade traz benefícios diretos aos produtores rurais, que poderão programar melhor o investimento e armazenamento dos produtos. Antes, a validade era de um ano, mas na realidade, era bem menor, pois tinha todo o trâmite de aprovação das partidas no MAPA e logística. Com a nova validade, haverá menos desperdício de produto”, afirma. Os compradores também terão acesso a frascos mais modernos e de melhor qualidade, segundo Jordão.

Brucelose

O MAPA também liberou, em 23 de setembro, que o Instituto Biológico começasse a produzir o AAT, usado para o diagnóstico de brucelose, com prazo de validade de 18 meses, seis meses a mais do que é encontrado hoje no mercado. Apesar da liberação, o produto deve começar a ser encontrado no mercado com o novo prazo de validade em breve. Isso porque a partir de agora é que as novas partidas levarão em conta a nova validade concedida pelo Ministério da Agricultura.

“Em pouco tempo, todo o nosso portfólio de imunobiológicos estará com prazo de validade maior. Isso foi possível graças aos novos equipamentos adquiridos pelo Instituto, por meio de recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), que permitiram melhorar nossa produção e envase”, afirma Jordão.

IB é a única instituição brasileira autorizada a produzir imunobiológicos

O Instituto Biológico é a única instituição do Brasil, autorizada pelo MAPA, a produzir imunobiológicos, antígenos usados para diagnóstico de tuberculose em bovinos, bubalinos e suínos e brucelose em brucelose em bovinos e bubalinos. Sem esses produtos, o País não pode vender nem comprar animais no exterior. A falta deles também prejudica o trânsito interestadual de animais e pode impactar diretamente na saúde da população.

O trabalho do IB auxilia o Programa Nacional de Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose (PNCEBT). Em 2019, o IB produziu 4,5 milhões de doses de imunobiológicos. O Instituto trabalha a todo vapor para aumentar essa produção, principalmente, após investimento de R$ 3,5 milhões da FAPESP, que permitiu a compra de novos equipamentos e está viabilizando novas pesquisas na área.