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Hospital psiquiátrico utiliza softwares para aprimorar procedimentos

Publicado em 04 abril 2014

Uma pesquisa desenvolvida no Departamento de Computação (DC) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em colaboração com o Departamento de Engenharia de Computação e Elétrica da University of British Columbia, no Canadá, tem apresentado resultados relevantes na concepção e desenvolvimento de tecnologias de informação e comunicação (TICs) para ambientes hospitalares que atendem indivíduos com distúrbios neurológicos e psiquiátricos.

Com início em junho de 2011, sob coordenação da professora Junia Coutinho Anacleto, do DC, a pesquisa é desenvolvida no Centro de Atenção Integral à Saúde (Cais) Clemente Ferreira, em Lins, no interior de São Paulo. O objetivo é criar condições para que as TICs proporcionem melhorias na interação, comunicação e registro das ações entre profissionais, com impacto na qualidade do trabalho e na vida dos pacientes deste hospital.

Em recente entrevista à Agência Fapesp, a professora Anacleto ressaltou que o ambiente de hospital não convencional exige que o design de sistemas computacionais respeite as rotinas e fluxos de trabalho particulares deste espaço. "Trata–se de um ambiente diferente do hospitalar convencional, onde o paciente pode chegar em estado grave, correndo risco de morrer. Aqui o paciente chega para aprender a viver, já que ele passa a maior parte de sua vida convivendo com os profissionais, criando vínculos afetivos", enfatiza a pesquisadora.

Os softwares utilizados no hospital de Lins ainda são protótipos funcionais utilizados apenas no âmbito da pesquisa, porém Anacleto ressalta que o grupo tem a expectativa de que, a partir do amadurecimento das pesquisas, no futuro sejam feitos processos de transferência de tecnologia que permitam que as soluções estudadas possam ser utilizadas por outras instituições de Saúde, em contextos de assistência e tutoria de longo prazo em saúde no próprio hospital e em outros ambientes, como lares de idosos e espaços de cuidados para pessoas com deficiência, além de cenários educacionais convencionais.

Assessoria de Imprensa