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Jornal de Piracicaba online

Hormônios controlam antocianinas

Publicado em 26 dezembro 2006

O departamento de ciências biológicas da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) conta, atualmente, com uma linha de pesquisa que utiliza mutantes em tomateiro para estudar respostas fisiológicas. Essa linha de pesquisa, segundo informa a assessoria de imprensa da Esalq, é coordenada pelo professor Lázaro Eustáquio Pereira Peres, do programa de pós-graduação em fisiologia e bioquímica de plantas. O modelo inédito de pesquisa sugere que determinados hormônios controlam o acúmulo de antocianinas em tecidos jovens do tomateiro.
Trata-se de um trabalho de base, que terá resultados práticos numa pesquisa aplicada visando, principalmente, ao melhoramento genético.
Conforme explica o doutorando Rogério Falleiros Carvalho, os mutantes estão presentes em cultivares não comercializáveis utilizadas para estudo.
Nessa pesquisa, as mutações oriundas desse tipo de cultivar foram passadas, por meio de simples cruzamento para um minitomateiro, a cultivar Micro-Tom, com o objetivo de quantificar antocianinas (pigmentos importantes na fotoproteção contra radiações mais energéticas) em tecidos jovens (hipocótilos).
"Assim como temos nossos mecanismos de fotoproteção (produção de melanina) contra essas radiações, as plantas também têm uma maneira de se protegerem", observou o doutorando.
"Isso é uma inovação. Poucos trabalhos têm abordado esse aspecto, o fato de entender qual hormônio controla o acúmulo de antocianinas em hipocótilo de tomateiro", afirmou Carvalho.
Por meio dos mutantes aplicados, verificou-se que o hormônio citocinina promove o acúmulo destes pigmentos fotoprotetores e a giberelina atua como fator inibidor.
Equipamento — Depois de quatro anos de pesquisas, que geraram oito dissertações de mestrado (todas em andamento) e 13 artigos científicos, foi concluído no último dia 14 de dezembro projeto temático financiado pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) voltado à otimização da colheita do tomate de mesa. A informação é da assessoria de imprensa da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
Conduzido por uma equipe da Feagri (Faculdade de Engenharia Agrícola), com a colaboração de pesquisadores de outras três instituições, o trabalho culminou com o desenvolvimento de um equipamento destinado à colheita do produto. Uma das vantagens da nova tecnologia, que já está sendo objeto de pedido de patente, é que ela não substitui a mão-de-obra humana.
Batizado de Unidade Móvel de Auxílio à Colheita (Unimac), o equipamento tem por objetivo reduzir as perdas que ocorrem durante e depois da colheita, segundo o coordenador do projeto, o professor Marcos David Ferreira.
De acordo com ele, alguns estudos apontam que a produção pode sofrer uma quebra de até 30% nessas etapas. "Isso ocorre principalmente por causa do intenso manuseio, o que provoca uma elevada incidência de danos físicos nos frutos", explica.
O docente afirma que a despeito do grande avanço tecnológico registrado no setor agrícola, o auxílio mecânico para colheita de frutas e hortaliças é inexistente no Brasil.