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Psique Ciência & Vida

Histórico e resultados

Publicado em 01 março 2012

Este tipo de dislexia, que não é causada por trauma no cérebro, afeta cerca de 5% a 17% das crianças. Uma em cada duas crianças com histórico familiar do distúrbio poderá ter problemas de leitura e aprendizagem. Os resultados mostraram que as crianças que tinham um histórico familiar de dislexia acabavam tendo também sua atividade metabólica reduzida em determinadas regiões do cérebro. As regiões com menor atividade do que as do grupo controle (sem histórico do problema) eram as junções entre os lobos occipital e temporal e entre os lobos temporal e parietal. Devido à semelhança das regiões com disfunção no cérebro de adultos e crianças mais velhas portadoras de dislexia, pode-se perceber que a capacidade do cérebro de processar sons da linguagem é deficiente mesmo antes de as crianças começarem a receber instruções para aprender a ler. O estudo também mostrou que crianças com risco de desenvolver dislexia não apresentaram aumento na atividade das regiões frontais do cérebro, como se vê em crianças mais velhas e em adultos com o distúrbio. De acordo com os cientistas, isso sugere que essas áreas do cérebro se tornam ativas apenas quando as crianças começam a aprender a ler. Agência FAPESP