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UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas

História de centros e núcleos é relembrada em decênio

Publicado em 14 outubro 2008

Por Maria Alice da Cruz

Em 1982, as Ilhas Malvinas são invadidas. Um pequeno núcleo da Unicamp, mas formado por grandes especialistas, tem papel importante na análise das estratégias. A atuação do Núcleo de Estudos Estratégicos (NEE), em seus primeiros meses de existência, foi lembrado pelo pró-reitor de graduação Edgard De Decca, durante a abertura do evento “10 Anos da Coordenadoria de Centros e Núcleos (Cocen), para mostrar a atuação importante dos centros e núcleos da Unicamp não apenas para a Universidade, mas também para toda a sociedade. A importância dos centros e núcleos para o fortalecimento da prática de atividades interdisciplinares na Unicamp foi opinião unânime entre as personalidades que compuseram a mesa de abertura do evento.

Mais que comemorar dez anos da institucionalização dessas unidades, a solenidade acabou sendo uma homenagem à atuação de quase 25 anos dos centros e núcleos, relembrados a cada palavra. Ao fazer uma breve retrospectiva da história, iniciada pelo Núcleo de Estudos da População, o reitor José Tadeu Jorge mostrou que o papel relevante de alguns órgãos levou à criação de cursos de graduação. O mais recente deles é o curso de gestão de políticas públicas, a ser ministrado no campus de Limeira. Tadeu Jorge acrescentou que, com a criação da Cocen, a prática interdisciplinar dos centros e núcleos ganharam organicidade e institucionalização. A experiência bem-sucedida, na sua opinião, colabora para que a Unicamp mantenha papel de destaque.

O coordenador da Cocen, professor Jorge Tapia, lembrou que as práticas interdisciplinares têm suscitado ricos debates em instituições de ensino superior do porte das universidades de Harvard e Arizona. Na Unicamp, segundo ele, os principais temas que têm sido objeto de reflexão estão presentes na prática e na reflexão de centros e núcleos ligados à coordenadoria.

De acordo com a pró-reitora de pós-graduação da Universidade, Teresa Atvarz, os centros e núcleos estiveram inseridos no programa de pós-graduação da Unicamp desde as primeiras discussões do Planejamento Estratégico. “Na pós-graduação eles já estavam inseridos do ponto de vista acadêmico, mas pouco explicitados do ponto de vista institucional. A comemoração de 10 anos da Cocen é um marco do ponto de vista da pós-graduação”, acrescentou a pró-reitora. A professora falou também sobre a importância do atual coordenador, Tapia, na história da coordenadoria. “Sempre foi um parceiro interlocutor, crítico, colaborativo que ajudou na caminhada da pós, marcando comentários e sugestões.”

Para Mohamed Habib, pró-reitor de extensão e assuntos comunitários da Universidade, a interdisciplinaridade dos órgãos ligados à Cocen contribui para atender não só à demanda da universidade, mas também da sociedade. “É difícil pensar em um problema que possa ser resolvida por apenas uma área do conhecimento”, enfatizou. A Cocen, em sua opinião, otimiza os trabalho dos centros e núcleos, que são, para ele, espelho de como deve ser a interação entre a universidade e a sociedade.

O coordenador-geral da Universidade, Fernando Costa, lembrou que, para se manter, os centos e núcleos são submetidos a avaliações internas e externas. O julgamento, segundo ele, passa por todos os órgãos colegiados da Unicamp. As ações bem-sucedidas foram intensificadas com a estruturação da Cocen e têm apresentado resultados importantes em várias áreas. Os centros e núcleos, segundo Costa, têm tido papel importante também na obtenção de recursos com órgãos de fomento estaduais, federais e até mesmo com empresas. Muitos deles, acrescenta o coordenador-geral, estão na vanguarda brasileira na pesquisas e na publicação de resultados de cooperação e desenvolvimento de políticas públicas.

Após a cerimônia, foi realizado o evento “O lugar da interdisciplinaridade na universidade: a experiência e o futuro”, com participação de Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp; Carlos Vogt, secretário de Ensino Superior do Estado de São Paulo; Ítala M. Loffredo D'Ottaviano, coordenadora da Cocen na gestão 1998-2002; Eduardo Guimarães, coordenador da Cocen na gestão 2002-2005; e Jorge Tapia, coordenador da Cocen. Para o pró-reitor de pesquisa da Universidade, Daniel Pereira, o evento foi uma oportunidade de refletir sobre a temática brasileira e os avanços relativos à questão da interdisciplinaridade.