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‘Hidrogênio é o biocombustível de amanhã’ dizem cientistas britânicos

Publicado em 12 maio 2012

Pesquisadores da Universidade de Birmingham no Reino Unido estão criando hidrogênio “limpo” a partir de resíduos, abrindo caminho para uma alternativa na área de bionenergia. Atualmente o Brasil é o maior usuário mundial de etanol como uma fonte de energia alternativa à gasolina. Mas há questões sobre a sustentabilidade, a longo prazo, da produção em massa de etanol a partir da cana-de-açúcar. O etanol gera emissão de dióxido de carbono e também resíduos agrícolas.

O desenvolvimento de um hidrogênio “limpo”, a partir de resíduos, resolve a questão da disposição do lixo e oferece um combustível que tem emissão zero de carbono e que pode ser gerado de maneira sustentável.Os avanços na pesquisa em hidrogênio serão apresentados em um workshop colaborativo na FAPESP em São Paulo, na próxima segunda-feira, pelo pesquisador Lynne Macaskie, especialista em microbiologia aplicada da Universidade de Birmingham na Inglaterra. “As células combustíveis precisam de energia limpa para funcionar. Se você alimentar uma bactéria com resíduos de açúcar, que sejam por exemplo de uma fábrica de chocolate, a bactéria pode produzir hidrogênio. No momento as fábricas pagam para dispor seus resíduos de maneira apropriada, mas no futuro com a nossa técnica elas poderão converter estes resíduos em energia limpa”, explica Macaskie.“O etanol é atualmente o biocombustível escolhido pelo Brasil, mas nossa pesquisa mostra que existe um enorme potencial para que o hidrogênio seja o combustível do futuro.

O hidrogênio pode ser feito a partir dos resíduos da produção de etanol – dois biocombustíveis pelo preço de um. No entanto, mais trabalhos de pesquisa ainda precisam ser feitos, ja que resíduos agrícolas são mais difíceis para as bactérias digerirem”, conclui o pesquisador.O workshop está sendo organizado pelo Conselho de Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo (CRUESP) e pelo Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (Fapesp-Bioen). Participam do evento pesquisadores da Universidade de Birmingham, Universidade de Nottingham, Unicamp e UNESP.