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H1N1: resultado dos estragos

Publicado em 28 dezembro 2009

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) concluíam as primeiras análises dos prejuízos causados no organismo pelo H1N1.

os casos mais graves, verificou o grupo paulista, o corpo reage com uma ofensiva imunológica tão intensa que mata o vírus, mas também provoca destruição nos pulmões tão grave a ponto de fazê-los parar de funcionar.

O sinal mais evidente desse estrago é a falta de ar intensa, bastante frequente nas pessoas que desenvolveram a forma mais grave - e por vezes letal - da gripe suína.

"Todo médico deve ficar alerta a esse sintoma, indicador de que a infecção pode ser mais grave", disse a patologista Thais Mauad, da USP, primeira autora do estudo publicado on-line em 29 de outubro no American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine, o primeiro a descrever de modo sistemático as lesões fatais induzidas pelo H1N1.

Thais e outros 14 pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP que trabalharam sob a coordenação dos patologistas Paulo Hilário Saldiva e Marisa Dolhnikoff chegaram a essa conclusão ao examinar amostras de diferentes órgãos de 21 pessoas mortas na cidade de São Paulo em decorrência da gripe suína. As informações são da Fapesp.