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Guarulhos começa a combater aquecimento global

Publicado em 23 fevereiro 2009

Por Francisco X. Sampaio

Uma pesquisa inédita da Universidade Guarulhos, feita no ano passado, motivou a adoção de políticas públicas para combater o problema nas regiões com maior incidência de calor, denominadas no estudo por "ilhas de calor".

A Secretaria do Meio Ambiente informou que já começou tomar algumas ações efetivas nesse sentido.

Porém, segundo a assessoria de imprensa do município, a verba de R$ 2 milhões provenientes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ainda não foi liberada, embora a mesma já tenha sido aprovada.

Segundo revelou a Secretaria, ações efetivas já estão sendo tomadas com base no programa de combate ao aquecimento global. Nesse sentido, já foram iniciadas a arborização e recuperação de áreas degradadas. As primeiras ações começaram na avenida Paulo Faccini e na margem do córrego do Cocaia.

O projeto de arborização para recuperação da Cidade Industrial Satélite, segundo a Pasta, está pronto e só aguarda liberação da Caixa Econômica Federal. A proposta de política pública tramita na Câmara Municipal. A UNG cedeu os mapas termais e o levantamento das bases geoambientais e a Secretaria está gerenciando as ações para redução das áreas de concentração de calor.

A pesquisa foi desenvolvida pelo Laboratório de Geoprocessamento da Universidade de Guarulhos (UNG), com o apoio da Fapesp e a colaboração, além da Prefeitura de Guarulhos, do Instituto Florestal e da Empresa Metropolitana de Urbanização de São Paulo. A iniciativa visa equilibrar as condições climáticas da cidade.

Estudo

Segundo o professor Antonio Manoel Oliveira, coordenador da pesquisa e do Laboratório de Geoprocessamento da UNG, o mapa termal foi realizado para o território do município de Guarulhos e para a região da Reserva da Biosfera do Cinturão da Cidade de São Paulo (RBCV) com o objetivo de caracterizar a distribuição dos serviços ambientais, especialmente o de regulação, relativo ao conforto térmico, com base em metodologia da Avaliação Ecossistêmica do Milênio da Unesco.

A elevação da temperatura, segundo a pesquisa, se deve entre outras coisas ao avanço da urbanização, ao assoreamento do solo e ao aumento do número de indústrias. Além de uma ação conjunta com vários setores do governo, o decreto prevê que os grandes empreendimentos a serem instalados na cidade se responsabilizem pela compensação ambiental que pode ser feita de duas formas: com a implantação de um "telhado verde", ou com a criação de um "minibosque" no local da degradação. Esse programa foi chamado de "ilhas verdes". (FXS)