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Guarapuava é sede da primeira rede de pesquisa genômica do País

Publicado em 03 agosto 2020

Rede quer avançar no desenvolvimento de metodologias aplicadas ao diagnóstico e prevenção de doenças de base genética, como a covid-19 e câncer

De acordo com o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, a Rede faz parte do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (Napi) Genômica.

Conforme o superintendente da Seti, Aldo Bona, o Napi Genômica resultará em uma melhor articulação entre os ativos tecnológicos do Paraná e em parceria com outros estados e países, relacionados aos estudos sobre o genoma.

“Inicialmente haverá uma atenção especial à covid-19, mas com foco também nas pesquisas relacionadas ao câncer. Os estudos genéticos da evolução destas doenças podem contribuir muito para uma medicina preditiva e não apenas curativa.”

O expressivo desenvolvimento da genômica após 20 anos da publicação do primeiro sequenciamento do genoma humano possibilitou à comunidade científica acesso a um vasto conhecimento acerca da estrutura e função dos gene. Bem como, a melhor compreensão da base molecular de numerosas doenças genéticas.

Recentemente a Unicentro participou como sócia fundadora do Instituto para Pesquisa do Câncer (Ipec-Guarapuava), que integrará o Napi Genômica. De acordo com David Livingstone Figueiredo, o Instituto é uma entidade filantrópica. Portanto, sem fins lucrativos, que desenvolve pesquisa básica e translacional voltada para a prevenção e tratamento do câncer. Além de promover a formação de recursos humanos especializados em análise genômica e medicina de precisão.

Conforme David, há alguns meses, a equipe já vem trabalhando em rede com mais de 100 pesquisadores em parcerias com universidades de outras Regiões do País e de fora do Brasil.

Segundo ele, nas últimas décadas, a partir do Projeto Genoma Humano, o impacto na ciência e na agricultura e pecuária foi enorme. “Permitindo a abordagem molecular das diferentes doenças e a medicina preventiva. As descobertas e sequenciamento genético das diferentes espécies também impactam na economia”.

Entre os pesquisadores que irão colaborar no desenvolvimento de projetos do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação estão os vinculados às universidades estaduais, federais e privadas. Como a PUC-PR, além dos que já são parceiros do Ipec como pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – Universidade de São Paulo (FMRP/USP). Assim como da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP/USP), do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), da Universidade de Illinois (UIC – USA) e da Universidade de Calgary (Canadá).

De acordo com o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa, outro importante objetivo do Napi e da Rede Genômica é promover a formação de recursos humanos especializados em análise genômica e medicina de precisão. Assim, contribuindo para tornar o Paraná um centro de inovação e de excelência em pesquisa.

Entendemos que a Fundação Araucária deve se unir a este esforço já iniciado para alavancar, ainda mais, as pesquisas e a formação de recursos humanos especializados.

Já o reitor da Universidade de São Paulo (USP) e presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp), Marco Antonio Zago, parabenizou o Estado pela iniciativa.

Destacou, ainda, o interesse em uma parceria em pesquisa genômica com a Fundação Araucária. “Quero convidar o presidente Ramiro para fazermos uma cooperação entre a Fapesp e a Araucária na área de pesquisa genômica”.

Inicialmente serão desenvolvidos três projetos no Napi Genômica.

Projeto Genoma covid-19

O projeto está em curso e vai associar a variabilidade genômica dos pacientes e das cepas de coronavírus circulantes no Paraná, com a evolução clínica de três grupos de pacientes. Ou seja: aqueles com manifestações clínicas leve, moderada e grave.

Outro projeto vai estudar a diversidade genômica da população de Guarapuava. Esse trabalho será fundamental para estabelecer as bases científicas para a implementação da medicina de precisão na cidade.

Já o projeto para o estudo da heterogeneidade intratumoral objetiva para melhorar a resposta terapêutica. Esse projeto usará abordagem de sequenciamento genômico de células únicas (single-cell genomics). O objetivo é conhecer as vias gênicas ativas nos tumores associadas com resistência terapêutica. O projeto será desenvolvido com o início das atividades do Hospital do Câncer São Vicente.

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