Mogi Guaçu lidera o ranking do Estado no coeficiente de incidência de dengue por 100 mil habitantes. De acordo com o Nies (Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde) da Secretaria de Saúde de São Paulo, o indicador local é de 16.489,51 casos para cada 100 mil habitantes. Com 155.551 moradores, o total registrado ao longo do ano chegou a 25.643 casos, número quase quatro vezes maior que o acumulado de 2024.
Além disso, o Nies mostra que a cidade ocupa a quinta posição entre as 645 do Estado em número absoluto de casos em 2025, atrás de São Paulo, São José do Rio Preto, Campinas e Presidente Prudente. Em relação às mortes, o município contabiliza 21 óbitos em 2025.
Diante desse cenário, a Vigilância Ambiental (VA) informou que tem intensificado a elaboração do plano de combate para 2026 e que o tema será pauta de discussão em reunião da Sala de Situação, ainda sem data definida. Nas últimas semanas, ações voltadas ao controle do aedes aegypti foram continuadas com etapas de nebulização e aplicação de larvicida biológico em bairros da Zona Sul.
VACINA
Outro ponto que entra na agenda nacional é a vacinação. Na quarta-feira (26), a Anvisa aprovou o registro da vacina do Instituto Butantan, desenvolvida em dose única para aplicação no público de 12 a 59 anos. O Butantan informou que há um milhão de doses prontas para distribuição e que a estimativa é alcançar mais de 30 milhões de unidades até meados de 2026.
A enfermeira da Vigilância Epidemiológica (VE) de Mogi Guaçu Rosa Maria Pinto avalia que a imunização pode complementar o controle do vetor e ampliar a proteção da população. “Com certeza vai ajudar muito, pois trata-se de uma doença de difícil controle pois depende de vários fatores, já que é causada por quatro sorotipos de vírus. Sem dúvida será um grande avanço”, avalia. O último boletim da VE divulgado na sexta- feira ( 28) aponta, 28.864 casos de dengue na cidade.
Lucas Valério