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Brasil Econômico

GSK pode trazer nova linha ao Brasil

Publicado em 29 março 2012

Por Regiane Oliveira, de Londres

A indústria inglesa de produtos farmacêuticos GlaxoSmithKline (GSK) estuda ampliar sua produção no Brasil, inclusive com a possibilidade de entrar no mercado de genéricos de marca, os chamados similares. A companhia tem 30 estudos clínicos em fase III (etapa de testes), com previsão de lançamento no mercado em 2013.

De acordo com Hadrian Green, diretor comercial de estratégia para mercados emergentes em pesquisa e desenvolvimento, o local de produção desses medicamentos ainda não foi definido, mas ele afirma que o país pode receber parte dessa produção.

Negócio de US$ 13 bilhões

A GSK quer lançar produtos similares para o tratamento de diabetes, pressão alta e também, um genérico de marca do Liptor, da Pfizer, medicamento para controle de colesterol que, até ter sua patente expirada no final do ano passado nos EUA, chegou a registrar vendas de US$ 13 bilhões por ano.

No Brasil, com aproximadamente 1,5mil funcionários, a GSK concentra a sua produção em uma fábrica no Rio de Janeiro. A unidade é voltada para produção de mais de 250 milhões de unidades de comprimidos, cremes, pomadas e líquidos.

Mas a empresa é bastante conhecida no país pela parceria de 25 anos com o governo brasileiro na transferência de tecnologia na produção de vacinas. "O Brasil é o segundo maior mercado entre os emergentes, atrás apenas de China", afirma Anjali Radcliffe, diretora de relações institucionais para mercados emergentes da GSK.

Doenças negligenciadas

E para ampliar a parceria, a empresa criou em 2010 o projeto global Trust in Science, cujas ações começaram pelo Brasil, com planos de investir até R$ 3 milhões em pesquisas no país, junto com o CNPq e a Fapesp.

O foco são moléstias consideradas prioritárias para o governo brasileiro, como doenças tropicais e negligenciadas (como a leishmaniose), metabólicas (diabetes, entre outras , respiratórias, de fundo imunológico e também pesquisa com remédios biológicos. O programa tem como base a inscrição de projetos. Na primeira fase, foram 48 inscritos e 8 selecionados para receber financiamento nas áreas pesquisadas.

A jornalista viajou a convite do King's College London e do Wilson Center Washington