Notícia

USP - Universidade de São Paulo

Grupo desenvolve ferramentas que possibilitam a educação através de suportes digitais

Publicado em 18 janeiro 2011


Os trabalhos realizados pelo grupo estão ligados ao desenvolvimento de ambientes virtuais de aprendizagem que possibilitem um processo de educação apoiada pelo computador. Isso abrange desde os cursos à distância até uma plataforma de apoio e complemento para cursos presenciais. Como também sistemas interativos que permitam o estudo de alguma área especí­fica, como geometria ou combinatória, pela internet.

O grupo surgiu em 2007, a partir da participação do IME no projeto Tecnologia da Informação no Desenvolvimento da Internet Avançada - Aprendizado Eletrônico (TIDIA-Ae), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), viabilizado na USP pelo Laboratório de Arquitetura e Redes de Computadores (LARC), da Escola Politécnica (Poli) da USP, e desenvolvido em várias instituições universitárias do estado. Segundo o professor do IME Carlos Hitoshi Marimoto, a formação do grupo foi uma forma de integrar as várias ações nesse sentido, que eram já desenvolvidas no IME desde meados do ano 2000.

De acordo com Marimoto, o grupo, ligado ao Departamento de Ciências da Computação, tem suas atividades divididas em duas frentes básicas: uma ligada ao desenvolvimento das plataformas e ferramentas que darão o suporte às atividades e conteúdos utilizados pelos cursos; e outra direcionada para o desenvolvimento dos conteúdos propriamente ditos.

Há inclusive vários cursos desenvolvidos pelo grupo que são oferecidos aos alunos da USP. Como por exemplo o curso de Introdução à Computação, disponí­vel tanto de forma presencial quanto à distância, que conta com mais de 1000 inscritos somente no primeiro semestre, sendo a maioria formada por alunos da Escola Politécnica (Poli) da USP.

Nele, há um servidor no qual o aluno tem disponí­vel todo o conteúdo teórico para consulta, além de atividades para serem feitas e entregues pela internet, como também um chat entre alunos e professores para resolução de dúvidas e exercícios. Segundo o professor Marimoto, isso gera uma interação positiva, difí­cil  de ser reproduzida de forma presencial.

Resistência

Para Marimoto, existe uma certa resistência na atual sociedade no sentido do uso que pode ser dado a esse novo suporte para a educação, principalmente em relação aos cursos à distância. Ele afirma que isso é natural, já que se trata de uma nova forma de encarar a educação, mas que não se pode excluir essas novas ferramentas, que podem ser muito úteis e inclusive ajudar em cursos presenciais. 'Não precisa haver uma guerra, um meio não exclui o outro', destaca.

Para ele, a USP deve se inserir nesse cenário, até como uma maneira de melhor desenvolver essas ferramentas, de forma que as possibilidades dos recursos digitais estejam disponí­veis na melhoria da educação. 'O problema não é a ferramenta em si, mas o uso que se faz dela', completa.