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Ciclo Vivo

Grupo da USP cria estratégia de estímulo à atividade física

Publicado em 27 janeiro 2014

O Grupo de Estudos e Pesquisas Epidemiológicas em Atividade Física e Saúde (GEPAF), do curso de Educação Física e Saúde da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, realizou um estudo para testar diferentes estratégias de promoção à atividade física. As intervenções foram realizadas no distrito de Ermelino Matarazzo, extremo leste da cidade de São Paulo, e mostraram que as pessoas incorporam mais a atividade física no dia a dia quando recebem capacitação e orientação.

A proposta da pesquisa “Ambiente Ativo” surgiu depois de um levantamento de 2007, que mostrava que 68% da população adulta do distrito não praticava nenhum tipo de atividade física no tempo de lazer, 14,3% não caminhava como forma de deslocamento e 47,1% não atingia a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) de, pelo menos, 150 minutos por semana de prática de atividade física.

Intervenções

A primeira comparou três grupos formados por aproximadamente 50 adultos cada: um participou de um programa de educação em saúde, o outro realizou um programa de exercício físico supervisionado e o terceiro era o grupo controle.

“Na intervenção educativa, as pessoas recebiam orientação sobre saúde, nutrição, conceitos de atividades físicas, elas também foram capacitadas para praticarem atividades físicas sozinhas utilizando os espaços próximos a sua casa. Já a intervenção de exercício físico orientada é a tradicional, em que as pessoas realizam a prática de exercícios físicos com um profissional orientando”, explica Alex Florindo, coordenador do GEPAF e professor do curso de Educação Física e Saúde da EACH.

Os grupos foram analisados por 18 meses. Nos primeiros seis meses o grupo que mais se exercitou foi aquele que recebia orientação de profissionais. Até os 12 meses, eles mantiveram o ritmo, mas após esse período o grupo que recebeu a intervenção educativa foi o que mais manteve a prática de atividade física no dia a dia.

“As duas intervenções deram certo no sentido que a comunidade passou a se exercitar mais, no entanto, a incorporação das atividades físicas na rotina diária, a longo prazo, foi maior entre as pessoas que receberam informações sobre como realizar atividades físicas mesmo quando não houvesse um professor ou profissional para orientar”, disse o professor da EACH.

Agentes de saúde

Os pesquisadores também verificaram o impacto da promoção da atividade física mediante a intervenção dos agentes comunitários de saúde em suas visitas domiciliares no distrito Ermelino Matarazzo.

“Conseguimos construir um modelo de promoção da atividade física por meio de visitas domiciliares de forma conjunta com os agentes comunitários de saúde que foi resultante do processo de educação em saúde”, informa Florindo.

O projeto recebeu verba da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e as intervenções começaram em 2011.

Agência USP