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Planeta Universitário

Grupo da FE pesquisa educação não formal como a desenvolvida em museus

Publicado em 31 janeiro 2011

Por Marcelo Henrique Nascimento / USP Online

Com intuito de estudar e pesquisar ações no campo da educação não formal, com foco principalmente na área de museus, a Faculdade de Educação (FE) da USP mantém o Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação Não Formal e Divulgação em Ciência (GEENF). O coletivo, além de estudar o tema, atua em parceria com diversas instituições museológicas e de pesquisa no desenvolvimento de material para ser utilizado nesse tipo de educação.

O conceito para educação não formal, como descrito na maior parte da literatura, afirma que se trata do tipo de educação que ocorre fora do espaço escolar. A professora Martha Mirandino, coordenadora do grupo, explica que esta definição é incompleta por não abranger situações como a educação que os alunos de uma escola recebem em uma excursão para um museu, por exemplo. Para ela, a melhor definição para a educação não formal seria ``o tipo de educação que acontece em determinados espaços que não sejam o escolar, e que tenham especificidades como, além do espaço, o tempo, a avaliação e a certificação``.

Atuação

O GEENF atua basicamente em duas frentes principais. A primeira é voltada para o âmbito acadêmico, na qual o tema é estudado através dos diversos projetos de pesquisa desenvolvidos na área pelo grupo. Além de projetos da própria professora Marandino, trabalhos de mestrado e doutorado e os projetos de iniciação científica dos próprios alunos também são realizados.

Um exemplo é a pesquisa Educação não formal em biologia: estudo sobre a práxis educativa dos museus de ciências, projeto financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), que tem como objetivo analisar as abordagens científicas, educacionais e comunicacionais que são utilizadas por museus de ciências, além de tentar compreender como o público interpreta esse conhecimento passado.

Já a segunda frente está ligada ao desenvolvimento mais direto de ações no campo da educação não formal. É o que a professora classifica como ``experimentar o outro lado``, pois ``além de produzir material científico e acadêmico, há o desenvolvimento ações, a produção de atividades``, completa. Nesse sentido, são desenvolvidas ações dentro dos museus, como exposições, monitoria, materias didáticos e de divulgação, oficinas, entre outros.

O GEENF também desenvolveu, em parceria com o o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Toxinas (INCTTOX), o site Acervo de material didático cultural, que identifica e organiza os materiais educativos e culturais dos espaços de educação não formal, principalmente museus de ciência, e os disponibiliza para estudo. Com isso, é possível a criação de parâmetros qualitativos de avaliação para essas produções, além de estabelecer uma referência que permite a reflexão e a inspiração de novas práticas e ideias na produção desses materiais.

Sobre o grupo

O GEENF foi formado em 2002, por iniciativa da professora Martha Marandino, que via na Universidade a necessidade do desenvolvimento de pesquisa na área, principalmente em relação aos museus. Formada em biologia, ela explica que educação sempre teve a ver com sua trajetória, tendo feito inclusive mestrado e doutorado na área.

O grupo é composto basicamente por alunos de pós-graduação, interessados no estudo da educação não formal, de várias unidades da USP, além da própria FE, como do Instituto de Biociências (IB) e do Instituto de Física (IF), por exemplo. Há também a participação de profissionais dos setores educativos dos museus.

Para mais informações sobre o grupo, e sobre os projetos desenvolvidos por ele, acesse o site do GEENF.