A vacina Butantan-DV, desenvolvida pelo Instituto Butantan para a prevenção da dengue, não é recomendada para gestantes, lactantes (mulheres que amamentam) e puérperas que estejam amamentando. A contraindicação ocorre por precaução, já que o imunizante não foi testado nesses grupos e, portanto, não existem dados científicos suficientes que comprovem sua segurança durante a gravidez e a amamentação.
A vacina recebeu aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em novembro de 2025 para pessoas entre 12 e 59 anos e passou a integrar o Programa Nacional de Imunizações (PNI). Desde o início de 2026, a aplicação vem sendo ampliada em diferentes regiões do país, incluindo profissionais da saúde e parte da população adulta.
Segundo especialistas do Instituto Butantan, a recomendação segue o mesmo princípio adotado para outras vacinas de vírus vivos atenuados. Embora não existam evidências de danos ao bebê, também não há estudos específicos que garantam a segurança do produto durante a gestação.
No caso das lactantes, a preocupação está relacionada ao risco teórico de transmissão do vírus vacinal pelo leite materno. Por isso, a vacinação geralmente não é indicada durante o período de amamentação, salvo situações específicas avaliadas por profissionais de saúde, quando os benefícios podem superar os riscos.
Mulheres que engravidarem logo após a vacinação devem informar seu médico. A orientação é evitar a gravidez por pelo menos um mês após receber a dose da Butantan-DV.
Gestantes, lactantes ou puérperas que tenham sido vacinadas por engano devem procurar uma unidade de saúde para registrar a ocorrência e receber acompanhamento adequado. Também é recomendado entrar em contato diretamente com o Instituto Butantan, que realiza monitoramento dos casos durante a gestação e após o nascimento do bebê.