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Grávida que come muito sal pode ter filho com pressão alta

Publicado em 27 janeiro 2011

Estudo da USP diz que baixo consumo do produto também é negativo para o bebê.

Uma pesquisa feita na Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) aponta os riscos de comer quantidades erradas de sal durante a gestação. Uma dieta com elevado consumo de sal durante a gestação poderá gerar indivíduos que, na idade adulta, terão hipertensão arterial. Por outro lado, se o consumo de sal durante a gravidez for baixo, o problema pode ser o desenvolvimento de resistência à insulina.

Esses são alguns dos resultados obtidos em estudos feitos com ratos pela equipe do professor Joel Claudio Heimann, livre-docente da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). As informações são da Agência Fapesp.

Heimann diz que os resultados não significam necessariamente o aumento da mortalidade dos ratos na idade adulta. E também que é preciso estudar mais o assunto em humanos.

Mesmo assim, o trabalho vem produzindo dados importantes sobre o papel do sal durante o período gestacional. Por exemplo, a dieta hipossódica, com restrição de sal, levou à formação de animais que, na idade adulta, apresentaram excesso de colesterol (hipercolesterolemia).

Esses mesmos animais também apresentaram maior resistência à insulina, diz o professor.

– Isso significa que eles precisam de mais insulina para manter os níveis normais de açúcar no sangue.

Outro efeito curioso observado é que as fêmeas (mas não os machos) das proles de mães que consumiram dieta com pouco sal durante a gestação e amamentação desenvolveram obesidade na idade adulta. 

O professor explica que os motivos que levam à obesidade podem ser a maior ingestão de alimentos com conteúdo calórico elevado, o menor gasto energético causado pelo sedentarismo ou problemas de metabolismo (como o hipotiroidismo). Ou um conjunto desses fatores. 

– No nosso estudo, o primeiro fator foi excluído. As fêmeas obesas não ingeriram mais ração do que o grupo controle [prole de mães alimentadas com ração com conteúdo normal de sal durante o período perinatal]. Em conclusão, restou a hipótese do menor gasto energético.

 

 

Fonte: Agência FAPESP