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Diário de S.Paulo online

Governos Estadual e Municipal de São Paulo anunciam novas medidas para combate e controle do Coronavírus

Publicado em 12 março 2020

Por Daiani Mistieri

João Dória e o prefeito Bruno Covas, trouxeram na manhã desta quinta-feira novas medidas para combate e controle do COVID-19, Coronavírus.

O Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta já prevê para os próximos quatro meses um cenário mais grave da doença no Brasil, incluindo um aumento de contato por transmissão comunitária, ou seja, em que não se identifica a orem do contágio, iniciando desta forma, pequenos surtos do vírus.

Diante deste cenário de possível explosão , o governador do Estado de São Paulo, João Dória, se aliou ao prefeito da capital paulista, Bruno Covas, para criar medidas conjuntas com a finalidade de combater a proliferação do vírus.

Para que medidas sejam tomadas com maior rapidez foi criado um grupo denominado Rede de Enfrentamento ao CoronaVírus.

O coordenador da Coordenadoria de Controle de Doenças, Dr. David Uip destacou alguns pontos do trabalho da equipe:

– Instrução e capacitação das equipes médicas e de enfermagens

– Enfrentamento da pandemia e prevenção

– Preparação e cuidados com futuras e necessárias campanhas

– Foco para pesquisa e tratamento dos pacientes em estado grave

– Custeio de ajuda do governo Federal que será discutido nesta sexta-feira junto às secretarias de saúde.

Recomendações básicas:

Segundo planejamento da equipe, cerca de 80% dos casos serão assintomáticos e 20% terá manifestação clínica, sendo que uma pequena parcela necessitará de internação com ou sem isolamento em UTI. Desta forma, o Estado já conta com 1.000 (um mil leitos), necessitando chegar a 1.400 (um mil e quatrocentos) para os próximos quatro meses que seguem.

Alguns números destacados e atualizados:

1 – O Estado de São Paulo possui neste momento 1.000 (um mil leitos) já preparados para acolher pacientes em qualquer nível da doença. A necessidade real é de 1.400 (um mil e quatrocentos) para suprir a urgência prevista para os próximos quatro meses

2 – Por parte da Secretaria Estadual de Saúde, 20.000 (vinte mil) kits para testes foram comprados, além de 200 (duzentos) aparelhos respiratórios.

3 – Foram criados 114 postos para monitorar municípios

4 – O Instituto Butantã já disponibilizou as vacinas da gripe para o governo, possibilitando desta forma honrar o compromisso de se iniciar no próximo dia 23 de março a campanha de vacinação.

5 – Para a compra de equipamentos, se cogita até a negociação com a China para a compra dos aparelhos já sem uso nos hospitais do país.

6 – Setor de pesquisa cresce em momentos como este e para isso já foi fechado um acordo com a FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) para a liberação imediata de recursos para que os trabalhos multicêntricos no Estado e em outros países possam avançar.

O que fazer se tiver tenha os sintomas do Coronavírus

Seguindo orientações das autoridades, o paciente deve procurar unidades de saúde quando: tiver febre, desconforto respiratório, mudança da cor de catarro.

Pacientes com mais de 60 anos com ou sem doenças associadas, é necessária uma maior atenção, pois já entra no grupo de pessoas com maior vulnerabilidade.

Com exclusividade o Secretário de Saúde do município de São Paulo, Edson Aparecido dos Santos, falou ao Diário de São Paulo sobre a atenção inicial básica.

É conhecido que em diversos países houve colapso nos atendimentos hospitalares e em São Paulo pode não ser diferente nos próximos dias. Então perguntamos ao Secretário se haverá medidas de reforço à esta atenção inicial e se as Unidades Básicas de Saúde estão preparadas e com condições de equipe capacitadas para este acolhimento e orientação.

Segundo Edson Aparecido, a primeira ação que o município fez em relação ao Coronavírus foi em 10 de janeiro, quando aconteceu a primeira orientação em toda rede municipal. Em foi feito um processo de capacitação com todas as 27 unidades de Vilância Sanitária espalhadas na cidade.

Em seguida cerca de 2.000 (dois mil) profissionais da rede de saúde, em todas as unidades de equipamentos da prefeitura, foram preparados e capacitados para identificar e encaminhar casos da doença.

“Não deixamos de trabalhar também com todos os professores da rede de ensino para que possam identificar casos que possam aparecer nas escolas, além de prepararmos os 9.260 (nove mil duzentos e sessenta) agentes de saúde que trabalham diretamente das casas de pacientes que utilizam da rede municipal de saúde”, complementou Santos.

Quando questionado da necessidade de campanha junto à população de massa, Edson foi categórico ao afirmar que não há necessidade pois as unidades e agentes estão diariamente em contato com os pacientes que dependem do serviço público no município, passando as orientações necessárias.