Notícia

Jornal de Piracicaba

Governo quer apoiar pesquisa de vencedora do Jovem Cientista

Publicado em 11 fevereiro 2004

O governo do Estado de São Paulo está interessado em apoiar a pesquisa de Adriana Sturion Lorenzi - ganhadora do prêmio Jovem Cientista em 2003 - sobre abordagens moleculares para detectar cianobactérias e seus genótipos produtores de microcistinas presentes nas represas Billings e Guarapiranga, em São Paulo. O apoio - que ainda deve ser discutido - tem como objetivo aplicar na prática os resultados obtidos na pesquisa que agilizam a detecção e providências quando as microcistinas surgem na água. A jovem cientista teve dissertação de mestrado sobre o assunto aprovada ontem no Cena (Centro de Energia Nuclear na Agricultura). Devido ao interesse de o governo do Estado apoiar o trabalho de Adriana, o secretário estadual dos Recursos Hídricos, Saneamento e Obras, Mauro Arce, foi convidado a assistir à defesa da tese, porém, mandou como representante da secretaria o coordenador de Recursos Hídricos Rui Brasil Assis, que confirmou ao Jornal de Piracicaba o interesse de o governo apoiar a pesquisa. "O tema sobre as bactérias que liberam toxinas é importante para o conhecimento dos reservatórios e os métodos de identificá-las e a quantidade de cianobactérias tradicionais são demorados, porque obedecem a várias etapas", avalia Assis. Segundo ele. o interessante da pesquisa de Adriana é o método biológico molecular, um avanço científico, mas há dificuldade para ser mostrado na prática. "Por isso, o interesse do governo em acompanhar e apoiar o trabalho, pois quer avançar na questão de aplicação do método", avisa. Segundo Assis, as formas de apoio não estão definidas, pois dependem de discussão. Ele diz que uma delas é por meio do incentivo aos centros financiadores de pesquisa como a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). A orientadora da jovem cientista foi a professora-doutora do Cena, Marli de Fátima Fiore. A banca examinadora foi composta pelos professores-doutores Célia Leite Santana, do Instituto de Botânica de São Paulo, e Márcio Rodrigues Lambais, da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz). O JP não conseguiu contato com a pesquisadora, apesar dos recados deixados em seu celular.