Notícia

JC e-mail

Governo federal lança novo projeto para decifrar genoma do eucalipto

Publicado em 01 março 2002

A meta é melhorar a qualidade da madeira brasileira, para torná-lo mais competitivo no mercado internacional Ana Paula Macedo escreve de Brasília para 'O Globo' O presidente FHC lançou nesta quarta-feira, no Palácio do Planalto, o Projeto Genolyptus, uma rede nacional de pesquisa do genoma do eucalipto. O objetivo final é melhorar a qualidade da madeira brasileira, tornando-a mais competitiva no mercado internacional. A cerimônia aconteceu dois dias depois de pesquisadores de SP anunciarem a conclusão do seqüenciamento do genoma do eucalipto, encerrando a primeira fase do projeto Forests. Apesar das coincidências entre os dois projetos, que buscam melhorar a qualidade da madeira e torná-la mais resistente a fungos e bactérias, o ministro de C&T, Ronaldo Sardenberg, disse que as iniciativas têm vertentes diferentes. 'É preciso entender que a rede de SP é estadual. Nossa ótica é diferente. Trabalhamos nacionalmente, com participantes do Amapá ao Rio Grande do Sul', disse. Coordenador do Genolyptus, Dario Grattapaglia, do Laboratório de Biotecnologia Genômica da Universidade Católica de Brasília, informou que a principal diferença entre os dois projetos é estratégica. O Genolyptus, segundo Grattapaglia, está mais focado no mapeamento genético e experimentação de campo, enquanto o Forests seria um projeto mais acadêmico. Tanto Sardenberg quanto Grattapaglia deixam em aberto a possibilidade de união dos dois projetos. 'Nós estamos de portas abertas', disse Grattapaglia. 'Até seria bom se considerassem ampliar o projeto para cooperação com outros estados', opinou Sardenberg. O Genolyptus reúne 12 empresas, sete Universidades e a Embrapa, representando, segundo o governo, a maior e mais complexa rede de experimento florestal do mundo. Já o Forests é financiado por quatro empresas e desenvolvido numa parceria entre a USP, a Unicamp, a Unesp e a Fundação de Amparo à Pesquisa de SP. Uma das principais diferenças entre as duas iniciativas está no custo. Na primeira fase do Genolyptus, que deve durar cinco anos, serão aplicados R$ 12 milhões, 70% dos quais bancados pelo governo federal. Já o Forests está orçado em R$ 2,2 milhões. (O Globo, 21/2) JC Email