Notícia

A Tribuna (Santos, SP)

Governo de SP quer promover a integração

Publicado em 25 outubro 2008

O Governo Estadual pretende integrar os parques tecnológicos que fizerem parte do Sistema Paulista (SPTec), como forma de estimular a partilha de informações e conhecimentos entre eles e fortalecer a posição de São Paulo, nacionalmente, no setor de tecnologia.

"Quem estiver no sistema terá a oportunidade de se integrar aos demais parques. Cada um tem sua peculiaridade. Em São José dos Campos, se está mais voltado à Aeronáutica, mas também tem (ações no fornecimento de) energia, e essa energia pode interessar a Santos", exemplificou o coordenador de Ciência, Tecnologia e Inovação da Secretaria Estadual de Desenvolvimento, Vahan Agopyan.

As iniciativas planejadas não terão resultados imediatos, advertiu Agopyan. Ele afirmou se basear em experiências internacionais para calcular que o amadurecimento de um parque tecnológico leva, pelo menos, dez anos. Para evitar que integrantes do SPTec e parceiros dos parques abandonem seus projetos, a Lei de Inovação paulista (Lei Complementar 1.049, de junho último) permite que universidades públicas e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) financiem empreendimentos privados cuja finalidade será criar condições à inovação tecnológica ­ como os parques.

Apoio

Representantes da indústria e de universidades locais demonstraram ânimo com a possível instalação de um parque tecnológico em Santos. Disseram entender que, além de iniciativas relacionadas com gás, petróleo e porto, deve haver ações em Tecnologia de Informação e Comunicação. O diretor regional de Santos do Centro das Indústrias/Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp/Fiesp), Ronaldo de Souza Forte, o parque tecnológico santista seria "a oportunidade de se reunir tudo o que estamos arquitetando, com incentivos e incrementos pelo Governo Estadual". Na opinião da delegada do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado (Semesp) e presidente da Universidade Santa Cecília (Unisanta), Lúcia Maria Teixeira Furlani, "as empresas locais que vierem a se ligar ao parque ganharão competitividade. É um novo estímulo ao que já estamos desenvolvendo".