Notícia

O Povo online

Giro pela Ciência

Publicado em 04 setembro 2016

PESQUISA

O benefício do óleo de peixe

A suplementação com óleo de peixe — rico em ácidos graxos da família ômega 3 — pode ajudar a prevenir problemas de saúde induzidos por uma dieta rica em gordura, como diabetes e dislipidemia. A conclusão é de estudo feito com camundongos na Universidade Federal de São Paulo. Os resultados da pesquisa foram divulgados na última semana pela Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo. Os animais foram suplementados com o óleo por 12 semanas. A partir da quarta, passaram a receber uma dieta hiperlipídica. No final, o peso dos que receberam a dieta e não tomaram suplemento aumentou, em média, 12 vezes.

Nos que receberam, o peso aumentou 30% menos.

(Agência Fapesp)

DESCOBERTA

Possível esperança contra Alzheimer

Uma droga experimental, a aducanumab, removeu o acúmulo de proteínas no cérebro de pessoas com Mal de Alzheimer em estágio leve e retardou o declínio mental, segundo estudo publicado na revista Nature na última semana. Os pesquisadores, porém, pediram cautela com a interpretação das conclusões do estudo. “Embora o resultado seja potencialmente animador, é importante moderar as expectativas com cautela considerável”, disse Robert Howard, professor de psiquiatria na Universidade College London. Estudiosos dos Estados Unidos e da Suíça testaram a droga em 165 pessoas com Alzheimer em fase inicial durante um ano.

(AFP)

FÓSSIL

Terra é mais antiga do que se pensava

A vida na Terra se originou 220 milhões de anos antes do que era pensado até agora. Foi o que indicou, na última semana, pesquisa de cientistas australianos.

Os estudos revelaram a existência de fósseis que datam de ao menos 3,7 bilhões de anos. As pequenas estruturas, chamadas de estromatólitos, foram encontradas na Groenlândia e emergiram após o degelo de uma placa no maciço de Isuea, no sudoeste da ilha. Os estromatólitos demonstram que a vida emergiu pouco depois da formação da Terra (há 4,5 bilhões de anos), conforme o pesquisador Allen Nutman da Universidade de Wollongong. A descoberta pode ainda ajudar na busca de vida básica em Marte.

(AFP)