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Gigantes estão se unindo à Unicamp

Publicado em 20 março 2019

Gigantes farmacêuticas têm se unido em laboratórios da Unicamp num novo modelo de parceria público- privada com o objetivo de reduzir custos em testes e pesquisas de novos medicamentos. Empresas como Aché e Eurofarma, por exemplo, já desenvolvem desde 2016 moléculas potentes e seletivas para proteínas- alvo específicas que podem resultar em novos medicamentos através de um projeto conjunto com Centro de Química Medicinal (CQMED).

Até o fim deste ano, outras três indústrias farmacêuticas ou de biotecnologia também devem se unir nas pesquisas. Atualmente, o desenvolvimento de uma nova droga pode levar uma década e custar o equivalente a US$ 1 bilhão, um investimento impeditivo para muitas farmacêuticas nacionais.

No caso das pesquisas cooperativas e em acesso aberto com um centro, as empresas podem dividir o risco, economizar recursos e reduzir a redundância na pesquisa, ao evitar testes desnecessários com moléculas que não foram aproveitadas anteriormente -— vale lembrar que, de cada 10 mil moléculas desenvolvidas, apenas uma chega ao final do processo de pesquisa com evidências científicas robustas para se obter um novo fármaco, segundo dados da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma).

As pesquisas colaborativas seguem o modelo de inovação aberta. No caso do CQMED, o centro foi criado com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).