Notícia

Jornal Floripa

Gestão Ambiental: É preciso ser drástico

Publicado em 05 outubro 2016

Um grupo internacional de especialistas alerta que, caso não sejam adotadas medidas mais drásticas para reduzir a emissão de gases do efeito estufa do que as estabelecidas no âmbito do Acordo de Paris, o teto considerado seguro para o aquecimento global – de 2º C acima dos níveis pré-industriais até o fim do século – pode ser alcançado já em 2050. A conclusão está no relatório "The Truth About Climate Change" (A verdade sobre a mudança climática), divulgado no dia 29 de setembro. A análise foi coordenada por Robert Watson, ex-presidente do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), da Organização das Nações Unidas (ONU). Entre os autores do documento está José Goldemberg, professor emérito da Universidade de São Paulo (USP) e presidente da Fapesp.

Após queda expressiva, entre 2005 e 2010, as emissões por desmatamento no Brasil mantiveram o mesmo patamar até 2014: cerca de 0,82 bi de ton de gás carbônico equivalente (CO2e) por ano, segundo análise dosdados do Sistema de Estimativa de Emissão de Gases de Efeito Estufa (Seeg), do Observatório do Clima, realizada pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Assim, os compromissos de redução de emissões por desmatamento precisarão de estratégias mais eficientes.

Reúso

A Cervejaria Ambev, em Aquiraz, trata 100% de seus efluentes e direciona cerca de 60% para a Cerâmica Tavares. A olaria, por sua vez, deixa de captar água limpa da natureza, já que o recurso tratado pela cervejaria supre 100% do necessário para a produção da empresa, no município de Itaitinga. A parceria existe desde 2014 e o volume de água doado pela cervejaria para a olaria cresceu 42% no último semestre.

Emissões

As emissões de gás carbônico por automóveis e motocicletas em 2014 representaram 77% do que foi emitido pelo transporte de passageiros naquele ano. Um crescimento de 192% em relação a 1994. Ao mesmo tempo,segundo a Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbano, no período, o número de passageirostransportados por ônibus caiu 20% nas principais regiões metropolitanas.

"O País ainda não está pronto para se adaptar às mudanças climáticas desencadeadas pela elevação da temperatura, e os impactos podem mudar a vida nas cidades brasileiras"

José Antonio Marengo

Hidrologista e meteorologista do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden)

Bom

Economia

A Cagece estabelece um padrão para que os condomínios possam individualizar seu faturamento de água. Cerca de 150 imóveis que já se adaptaram. Além desses, os que são vinculados ao programa "Minha Casa, Minha Vida" já são construídos com hidrômetros individuais.

Mau

Poluição

A OMS alertou, na semana passada, que 92% da população global vivem em áreas onde os níveis dequalidade do ar ultrapassam os limites mínimos estabelecidos pela entidade. Os dados integram o mais completo relatório global já divulgado pela organização sobre o tema.

A Iniciativa Empresarial em Clima (IEC) lançou o documento "Posicionamento sobre Mecanismos de Precificação de Carbono – 2016", que trata da necessidade de implementação de um mecanismo de precificação de carbono no Brasil como alternativa para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e impulsionar o crescimento econômico. O documento apresenta oito propostas ao governo que tratam desde a construção de estratégia para esse mercado ao comprometimento de um cronograma que contemple ummodelo de precificação até o fim de 2018 e implementação a partir de 2020.

Fonte: diariodonordeste