Notícia

Gazeta do Povo

Genoma une Brasil e EUA - Estudo abre perspectivas para desenvolver novos remédios

Publicado em 31 agosto 2000

São Paulo - O Instituto Ludwig de São Paulo e o Instituto Nacional do Câncer (INC) dos Estados Unidos estão firmando uma parceria para identificar a maior parte dos genes humanos até o fim de 2001. Os parceiros acreditam que, até dezembro deste ano, seqüenciarão praticamente todos os fragmentos de genes existentes, ou seja, terão descoberto a ordem das "letras químicas" da maior parte das páginas da receita genética humana. Restará ordenar as páginas descobrindo onde começa e onde termina cada gene. Os institutos avançarão também no processo de transcriptoma, ou seja, no conhecimento da maneira pela qual um gene pode sintetizar proteínas distintas. Esses estudos abrem perspectivas mais concretas de desenvolvimento de drogas a partir das informações genéticas. O melhor é que toda a informação resultante será de domínio público, não podendo ser patenteada. "A idéia é fornecer informações que facilitem o desenvolvimento de novas drogas contra o câncer e outras doenças", disse Andrew Simpson, coordenador do Projeto Genoma Câncer brasileiro. "Só essas drogas seriam patenteadas; os genes, não." Os dois parceiros, que terão na Fundação de Amparo à Pesquisado Estado de São Paulo (Fapesp) o terceiro aliado, já são hoje as duas instituições de pesquisa do mundo que mais produzem seqüências de genes humanos.