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GENOMA - Fundação e empresa fazem mapeamento genético do boi

Publicado em 08 maio 2003

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a Central Bela Vista Genética Bovina anunciaram ontem o início do projeto Genoma Funcional do Boi. O objetivo do projeto de mapeamento genético do boi é identificar genes que possam ser usados no desenvolvimento de produtos e tecnologias, que permitam aumentar a produção bovina, melhorar a qualidade da carne, a eficiência reprodutiva e a resistência do rebanho às doenças. O investimento é da ordem de US$ 1milhão e será dividido entre a Fapesp e a Central Bela Vista. A previsão inicial, segundo o presidente da Central Bela Vista, Jovelino Mineiro, é que o estudo seja feito em dois a três anos. O professor Luiz Lehmann Coutinho, da Escola Superior de Agricultura Lute de Queiroz (Esalq), da USP, coordenará o estudo, que será desenvolvido pelos pesquisadores do Programa Genomas Agronômicos e Ambientais (AEG), da fundação. O foco do projeto será a raça Nelore, que representa o maior rebanho brasileiro e, por isso, o mais importante para a pecuária nacional. Para a Fapesp, cujo primeiro projeto de seqüenciamento genético na área da agropecuária foi o da bactéria Xylella fastidiosa, causadora do amarelinho nos laranjais, a principal característica do projeto Genoma Funcional do Boi é a capacidade de transformar o conhecimento científico em novos negócios. Para o empresário Jovelino Mineiro, o objetivo é mesmo empresariar o conhecimento. Estamos nisso pelo negócio, disse. A pecuária tem um presente e um futuro espetacular, mas há alguns gargalos para o desenvolvimento de uma carne de melhor qualidade. Segundo ele, o projeto Genoma vem consolidar uma parceria que já dura alguns anos entre a Central Boa Vista e a Fapesp na pesquisa desse produto de melhor qualidade. Panorama Brasil