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DCI

Genoma - Brasil apóia patenteamento de invenções

Publicado em 24 julho 2000

Por (Janína Simões)
O Brasil apóia o requerimento de patentes para os casos das seqüências completas de genes que tenham uma aplicação definida. A discussão em torno do patenteamento de genes ou não, que domina a área dos estudos genômicos chegou a irritar o governador Mário Covas durante o anúncio das 500 mil seqüências concluídas pelos laboratórios que trabalham com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, Fapesp, e o Instituto Ludwig. "Talvez prejudique algumas entidades essa abertura, mas estranho estarmos questionando o fato de que o seqüenciamento seja disponibilizado para todos e que se concorde com a criação de patentes. Muitas pessoas serão salvas no mundo por causa disso", criticou. O Brasil segue a linha adotada pelos cientistas ligados ao Instituto Nacional de Saúde e pelo Departamento de Energia, ambos norte-americanos, e pelo Wellcome Trust, britânico. Diariamente eles publicam as seqüências brutas geradas em seus centros de pesquisa e os dados ficam à disposição de cientistas do mundo todo. A polêmica diz respeito aos cientistas poderem, com o levantamento seqüencial, desenvolver medicamentos ou outro tipo de produto com o gene mapeado. Ao invés de patentear o invento gerado pelo seqüenciamento e descoberta posterior, o pesquisador pode pedir a patente do próprio gene.