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Jornal da Ciência online

Gargalos na base da pesquisa

Publicado em 15 fevereiro 2021

Pequenas fabricantes nacionais de insumos científicos lutam para se consolidar no País

As dificuldades para importar insumos como reagentes, células, modelos animais, entre outros itens indispensáveis à pesquisa, são apontadas como entraves para o avanço da ciência e tecnologia (C&T) no Brasil. Na ausência de grandes fabricantes instalados no país, adquire-se quase tudo do exterior. Ocorre que esses produtos custam caro e, não raro, demoram a chegar, o que tende a comprometer a competitividade da ciência brasileira. Em um esforço para atender a essa demanda, pequenas empresas de bens de pesquisa lutam para se consolidar no mercado nacional, em meio a um cenário de redução dos investimentos em C&T, alta carga tributária e complexa malha burocrática.

É o caso da Cellco Biotec, fundada em São Carlos, interior paulista, no início de 2015. Maria Amélia Dotta, uma das sócias-fundadoras, conta que a ideia de empreender surgiu das dificuldades que ela enfrentava para conseguir ingredientes básicos para suas pesquisas. “No doutorado em biologia molecular no Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo [IFSC-USP], eu e outros colegas tínhamos de importar reagentes, mas eles levavam muito tempo para chegar, de modo que, sempre que possível, produzíamos nossos próprios reagentes em pequenas quantidades para dar conta das atividades em laboratório”, conta.

Leia na íntegra: Pesquisa Fapesp

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