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Ganhadores do Nobel em física têm vínculos com brasileiros

Publicado em 09 outubro 2012

Por Rafael Garcia

Serge Haroche e David Wineland têm relação próxima com cientistas que trabalham com óptica quântica no Brasil, uma das linhas de pesquisa mais fortes na física nacional. Vanderlei Bagnato, da USP de São Carlos, diz que os dois ganhadores do Nobel estarão presentes num seminário na universidade em fevereiro de 2013.

"Não sei se eles vão mudar a agenda depois do Nobel, mas eles já vieram aqui inúmeras vezes", disse o físico, que já passou uma temporada no laboratório de Wineland no Colorado. "Foi lá que nos motivamos a montar o primeiro relógio atômico brasileiro."

Já tendo assinado artigos em colaboração com vários cientistas do Brasil, o americano trabalhou diretamente com Flávio Cruz, que estuda lasers na Unicamp, e é integrante do comitê que avalia atividades do Cepid (Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão) de óptica quântica da Fapesp.

Paulo Nussenzveig, da USP, já trabalhou no laboratório de Haroche na França e foi autor principal do estudo que caracterizou os átomos usados no experimento citado pelo Nobel.

"O Brasil se estabeleceu nessa área muito em função de um acordo assinado no começo dos anos 1980 entre o CNPq e o CNRS [Centro Nacional de Pesquisa Científica da França]", disse. "Muitos brasileiros foram beneficiados pelo programa de intercâmbio, do qual Haroche foi coordenador por muitos anos." Desde essa época, o francês também colabora com Luiz Davidovich, da UFRJ.

Em Washington

Da Folha.com