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Futuro da Política Industrial é tema do II Congresso Brasileiro da Inovação na Indústria, da CNI

Publicado em 20 abril 2007

Evento começa dia 23 de abril

Regionalização da política industrial, tecnológica e de comércio exterior; alterações nas instituições que a implementam; inserção internacional da empresa brasileira; política macroeconômica e inovação: esses são alguns dos temas que serão postos em discussão na segunda edição do Congresso Nacional de Inovação na Indústria que começa dia 23 de abril no Hotel Hilton, em SP, e que deverá reunir 600 pessoas.

De acordo com o seu principal organizador, o empresário paranaense Rodrigo Loures, presidente do Departamento para Competitividade da CNI, um dos objetivos do encontro é apresentar à sociedade e ao governo recomendações sobre o aperfeiçoamento da política industrial.

O Congresso começa com o coquetel de abertura na noite do dia 23. No dia 24, pela manhã, haverá a mesa-redonda Políticas de Inovação e Competitividade: A Experiência Internacional, da qual participam Svend Otto Remoe, da OCDE; Soumitra Dutta, professor de e-Bussiness e Tecnologia da Informação, do INSEAD, França; Carl Dahlmann, professor da George Washington University, de Washington, EUA; e Pere Escorsa, da Universidade Politécnica da Catalunha.

Escorsa também é ligado à ALTEC - Asociación Latino-Iberoamericana de Gestión Tecnológica - e foi convidado a vir ao Brasil pelo CGEE. Evando Mirra, diretor de Inovação da ABDI, presidirá a mesa.

A outra atividade da manhã do dia 24 é a conferência Tendências Tecnológicas e Desafios da Indústria Brasileira, por Marc Giget, professor do Centro Nacional de Artes e Ofícios, França. Como debatedores, foram convidados Roger Agnelli, presidente da Companhia Vale do Rio Doce; Daniel Feffer, da Holding Suzano; Ernesto Heinzelmann, da Embraco; e Eugênio Staub, Gradiente.

Presidirá a mesa Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp. Na parte da tarde e na manhã do dia 25, os participantes do Congresso se dividirão em sessões paralelas.

Os debates para a consolidação final das propostas estão previstos para a tarde do dia 25, quando se encerra o II Congresso.

Segurança Jurídica e Inovação

Segurança Jurídica e Inovação será o tema do Painel VI da primeira Sessão Paralela do Congresso na tarde do dia 24. Lúcia Melo apresentará no Painel uma síntese do que foi debatido no seminário organizado pelo CGEE em dezembro de 2006.

A presidenta do Centro convidou um representante da Advocacia Geral da União a participar do painel. Nos debates de dezembro, o principal tema abordado foi a dificuldade de implementação da nova legislação para inovação, dadas as dúvidas sobre a interpretação que os tribunais e órgãos de controle darão aos dispositivos que introduzem inovações no ordenamento jurídico brasileiro.

O painel marca também o lançamento da publicação "Inovação e Segurança Jurídica: Contribuições ao Debate", que reproduz as discussões do seminário de dezembro e reúne documentos produzidos por participantes.

Os temas relatados são: Ambiente Institucional para Inovação; Marco Legal e Inovação; Contribuições para o aprimoramento do ambiente jurídico para inovação. Na publicação, o CGEE também reuniu artigos de juristas e as apresentações de 10 palestrantes.

Na Sessão II, ainda na tarde do dia 24, o pesquisador Esper Cavalheiro, assessor da Presidência do CGEE, participará do painel II para falar sobre convergência tecnológica e inovação em saúde.

Ainda na Sessão II, Fernando Rizzo, diretor do CGEE, apresentará alguns resultados dos estudos sobre Recursos Humanos para Inovação que estão em curso.

Finalmente, no Painel II da Sessão III, na manhã do dia 25, o tema será A Regionalização da Política Industrial. Antonio Galvão, diretor do CGEE, apresentará resultados dos estudos sobre a dimensão territorial do planejamento que subsidiam a elaboração do PPA 2008-2011.

Seminários Preparatórios

Ao contrário do que aconteceu no I Congresso da Inovação da Indústria, em 2005, também em SP, os documentos preparatórios para os debates não foram preparados pelas federações estaduais da indústria e associações setoriais, mas encomendados a especialistas, sobre os seis temas da Sessão Paralela III, que tem como tema geral O Futuro da Política Industrial.

São eles: Política Macroeconômica e a Política Industrial; A Inserção Internacional da Indústria Brasileira; A Regionalização da Política Industrial; Estratégias e Diretrizes da Política Industrial e Tecnológica; Política Industrial, Tecnológica e sua Institucionalidade; Agenda Empresarial e Prospectiva Tecnológica e Industrial.

Para cada um desses temas, um documento base foi preparado por um pesquisador ou grupo de pesquisadores.

Esses documentos serão apresentados e debatidos nas sessões da manhã do dia 25 de abril. Se validados, serão a base do que o Congresso oferecerá como contribuição aos governos e à sociedade.

(Notícias CGEE)