Notícia

Gazeta Mercantil

Fundo para pesquisa no setor metalúrgico

Publicado em 26 fevereiro 1996

Por Juliana Almeida - de São Paulo
A Associação Brasileira de Metalurgia e Materiais (ABM) aprovou, no final do ano passado, a criação do Fundo ABM para Pesquisa e Desenvolvimento. O objetivo é estimular o desenvolvimento de projetos cooperativos entre empresas, universidades e institutos, incentivando as indústrias a investir em pesquisa e tecnologia. Um dos papéis da ABM, através do fundo, será intermediar a procura de financiamentos para projetos nas áreas de metalurgia e materiais. O Fundo ABM está funcionando desde janeiro, mas o lançamento oficial será no dia 7 de maio. Esse fundo não tem fins lucrativos. Portanto, a taxa cobrada pela associação - de 4% sobre o valor total de cada projeto para os membros da ABM e de 5% para outros interessados - será destinada exclusivamente às despesas técnicas e administrativas. De acordo com o vice-presidente do Fundo ABM, Vicente Mazzarella, será necessário contar com alguns projetos-âncora (de grande porte) e outros menores para movimentar o fundo. O primeiro projeto contratado pelo Fundo ABM foi o de Lingotamento Contínuo de Uras (LCT). Participam a Companhia Siderúrgica Nacional, a Acesita, a Companhia Siderúrgica Tubarão e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas. A proposta é instalar no Brasil uma usina de LCT de tecnologia nacional, com base em um modelo trazido da Alemanha. O projeto ainda não dispõe de um financiamento, mas o fundo pretende submetê-lo às Redes Cooperativas de Pesquisa (Recope) - uma ação conjunta entre Finep, CNPq, Capes e Sesu (Secretaria de Ensino Superior), com o apoio do Ministério de Ciência e Tecnologia. Outros dois projetos deverão ser contratados no próximo mês, entre eles o de reciclagem de sucata contaminada. A expectativa das grandes empresas do setor siderúrgico é poder usar tecnologia 100% nacional dentro de cinco anos.