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Fundo de População da ONU apoia publicação sobre migrações no Brasil

Publicado em 06 abril 2018

O evento, que ocorreu na sede da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), na Lapa, teve debate com a presença de pesquisadores.

O encontro teve a participação de Francisco Cos Montiel, da The United Nations University Institute on Globalization, Culture and Mobility (UNU-GCM), Rosana Baeninger, do Núcleo de Estudo de População Elza Berquó, da Universidade Estadual de Campinas (NEPO/UNICAMP).

O atlas foi elaborado com apoio da FAPESP, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do UNFPA e da organização Missão da Paz.

“A compreensão dos fluxos migratórios, dos perfis e das condições das pessoas migrantes é parte fundamental da garantia de direitos”, disse o assessor para população e desenvolvimento do UNFPA Brasil, Vinícius Monteiro.

“As informações contidas no atlas têm um grande potencial para instrumentalizar governos, sociedade civil e todos aqueles que trabalham com o tema, no desenvolvimento de ações, projetos ou políticas que visem a melhoria das condições de vida das pessoas.”

De acordo com a publicação, o Brasil registrou 870.926 imigrantes nos primeiros 15 anos do século 21, originários de diversas regiões do mundo.

Deste total, grande parte (367.436) foi cadastrada em São Paulo, estado que registra imigrantes de 123 nacionalidades. O lançamento da publicação acontece na capital paulista um dia depois da chegada de venezuelanos que estavam abrigados em Roraima e que passam por processo de interiorização.

O mapeamento feito na publicação aborda nacionalidades, perfis sociodemográficos e distribuição no mercado de trabalho com objetivo de fornecer informações e análises para embasar a elaboração de políticas públicas com foco na nova dinâmica populacional.