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Comércio da Franca

Fundecitrus apresenta avanços na pesquisa da morte súbita dos citrus

Publicado em 01 outubro 2003

Uma nova proposta de pesquisa sobre morte súbita dos citros (MSC) foi elaborada num workshop organizado pelo Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), dia 24 de setembro, em Limeira (SP). Para o evento, foram convidados: todos os envolvidos com a doença e quem tem interesse em contribuir com as pesquisas. Os representantes das empresas de suco e do setor produtivo também participaram da discussão. Durante a reunião foi feita uma atualização dos principais resultados de pesquisa obtidos até o momento e foram traçados novos projetos de pesquisa sobre a doença. No período da manhã, pesquisadores e representantes do Fundecitrus, Centro APTA Citros, Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiro" (Esalq/USP), Instituto Biológico, Instituto Agronômico de Campinas, Embrapa/CNPDIA, Embrapa/CNMF, Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), setor produtivo e indústria apresentaram os resultados obtidos com pesquisas em laboratório e em áreas experimentais. O balanço foi positivo porque houve evolução nas pesquisas de epidemiologia, área que investiga o desenvolvimento da doença; etiologia, que investiga o agente causal; e manejo, que visa o controle da doença. A transmissão experimental de MSC por enxertia também é considerada uma conquista pelos pesquisadores por demonstrar a natureza infecciosa do agente causai da doença. O grupo dividiu as tarefas e se comprometeu a entregar à Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) as três propostas de pesquisas até o final de outubro (agente causai da MSC, diagnóstico da doença e possíveis vetores). O pedido será, provavelmente, encaminhado para o programa de Parceria de Inovação Tecnológica (PITE). No mês passado, o Secretário Estadual da Agricultura Antônio Duarte Nogueira fez um pedido de liberação de verba para as pesquisas sobre morte súbita e a Fundação se propôs a avaliar os projetos. "Não sabemos se entraremos no PITE. A única certeza é que a diretoria da Fapesp está empenhada em colaborar no combate à MSC", ressalta o pesquisador e secretário executivo do Fundecitrus Nelson Gimenes. CUIDADOS AINDA SÃO A MELHOR ARMA CONTRA A DOENÇA A mais importante medida para retardar a disseminação da doença é não transportar mudas, borbulhas e cavalinhos das regiões contaminadas para aquelas onde a doença ainda não foi constatada. Em São Paulo foi sancionada lei que proíbe esse transito. Recomenda-se não formar pomares sobre limão cravo. Segundo informações constantes no site da Cati (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral), na formação de novos pomares, prefira porta-enxertos tolerantes e diversificados. Podem ser utilizados porta-enxertos de tangerina Cleópatra ou Sunki, Citromelo Swingle e limão Volkameriano, pois se mostraram tolerantes à MSC. Em caso de sintomas avançados da doença, é preciso fazer a erradicação.