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Fundação paulista usa rede da Global Crossing

Publicado em 11 abril 2002

A Global Crossing fechou um contrato de três anos com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), maior instituição de pesquisa acadêmica no Brasil, para infra-estrutura de rede entre o Brasil e Estados Unidos. Segundo a Global Crossing, a instituição irá se beneficiar do Programa de Conexões de Rede de Pesquisa da Global Crossing, que suporta uma extranet entre redes de educação nacionais e regionais que utilizam a solução ExpressRoute IP VPN da Global Crossing. Para a Global Crossing, o acordo, que foi assinado em dezembro de 2001, permite rápida transmissão de dados entre universidades e centros de pesquisa ligados à Fapesp, garantindo uma conexão segura para outras redes de pesquisa em todo o mundo. A Fapesp também adquiriu uma conexão STM-1 entre São Paulo e Miami, além de outra conexão à internet por meio do serviço Dedicated Internet Access (DIA) da Global Crossing nos Estados Unidos. "A rede confiável e de alta capacidade da Global Crossing facilita o livre intercâmbio de idéias e informações para essas redes educacionais e de pesquisa, permitindo o desenvolvimento de intranets e extranets privadas múltiplas", diz John Legere, CEO da Global Crossing. "Hoje, o Brasil mantém uma posição de importância global na área de pesquisa científica e, com esse acordo, expandiremos a rica troca de informações com instituições em todo o mundo, aumentando nossa habilidade em avançar a ciência", diz o Professor Hartmut Richard Glaser, assistente do presidente da Fundação de Pesquisa e também coordenador do projeto que recebeu o nome de Academic Network at São Paulo (ANSP). Panorama Brasil UNIVERSIDADE BRASILEIRA CRIA MIRA A LASER ÁGIL E BARATA Produto poderá ser adquirido por cerca de R$ 100 Policiais civis e militares de São Carlos, interior paulista, poderão ter acesso em maio, a uma mira laser superior à utilizada por comandos especiais internacionais. O produto foi desenvolvido por estudantes da USP São Carlos, e cerca de 20 miras já começaram ser fabricadas para ser usadas em campo. Segundo Fernando Araújo-Moreira, coordenador do projeto, já existem duas empresas brasileiras de acessórios interessadas na aquisição da tecnologia, além de países como Chile, Argentina e Uruguai. Os mimes das empresas não puderam ser revelados. De acordo com Araújo-Moreira, o produto poderá ser comercializado por R$ 100. enquanto uma mira importada custa R$ 800. Segundo o coordenador, nenhum policial no mundo que trabalha na rua utiliza uma mira a laser; por ser até agora muito cara e pouco prática. Segundo o tenente coronel Benedito Lopes, da polícia militar de São Carlos, as miras a laser já foram testadas e aprovadas em campo pelos policiais, e serão adquiridas por apenas R$ 40, quando começarem a ser produzidas em escala industrial. "Iremos adquirir o produto por um valor mais baixo, por sermos os primeiros a usar o equipamento", diz o tenente coronel Benedito Lopes. INOVAÇÕES De acordo com Araújo-Moreira, a mira a laser nacional oferece algumas vantagens tecnológicas. Ela pode ser acoplada externamente à arma, permite engate rápido, não tem fios acoplados por ter uma ligação mecânica e não elétrica externa, além de possibilitar ajuste vertical-horizontal, proporcionando maior agilidade no manuseio. Segundo o tenente-coronel Lopes, o produto oferece ao policial maior segurança pois diminui o erro do disparo e inibe a reação do oponente, já que o ponto vermelho indica-o como alvo do disparo. "O policial tem uma visão de todo o corpo e não só do local a ser atingido, como nas miras telescópicas importadas", diz Araújo-Moreira. Segundo ele, o produto é feito de alumínio, tem quatro centímetros de comprimento, 2,5 cm de altura, um cm de espessura e pesa cerca de 50g. A mira a laser foi desenvolvida para pistolas de calibre 40 e por meio de uma adaptação, pode ser usada em revólveres 38. PROJETO De acordo com Araújo-Moreira, o produto foi criado em um ano e recebeu investimentos de apenas R$ 1 mil. O projeto surgiu por meio de uma solicitação feita por um comandante da polícia militar de São Carlos. Para o coordenador, o laser utilizado no projeto foi adquirido por um custo baixo e a tecnologia funciona como nas canetas sinalizadoras usadas em palestras. Segundo Araújo-Moreira, a mira a laser não é um invento, mas sim um modelo de grande utilidade pública. Há ainda outros projetos sendo, desenvolvidos pela equipe da USP de São Carlos, como um sensor que detecta drogas. A mira a laser foi desenvolvida pelo Grupo de Materiais e Dispositivos (GMD) do Departamento de Física da Universidade de São Carlos (UFSCar). Fernando Araújo-Moreira é coordenador do projeto, engenheiro de materiais, mestre e doutor em Física. Além disso, fez. curso de pós-doutorado em física nos Estados Unidos. Araújo-Moreira é também pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pesquisador do centro de excelência da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), denominado Centro Multidisciplinar de Desenvolvimento de Materiais Cerâmicos (CEPID-CMDMC). Fabiana Pio