Notícia

Gazeta Mercantil

França promove salão para divulgar escolas do país

Publicado em 15 abril 1999

Cerca de 20 instituições de ensino francesas estarão oferecendo mais de 50 opções de cursos acadêmicos e profissionalizantes no 1º Salão de Estudos na França, que acontece hoje e amanhã, na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. O evento foi organizado pela Edufrance, uma entidade governamental ligada aos Ministérios de Assuntos Estrangeiros e da Educação. Para Patrick Chardenet, adido lingüístico do Consulado Geral da França, o salão é importante para atrair jovens brasileiros e para divulgar o ensino do país. "As pessoas têm, em geral, uma excelente visão sobre a França e o que ela oferece de bom: qualidade de vida, opções culturais, mas concretamente os jovens acabam optando pelos Estados Unidos", diz o adido. A Edufrance investiu US$ 150 mil para a realização do evento. "Acreditamos que em cinco anos o salão será autosuficiente", informa Chardenet. Claude Allègre, ministro da Educação da França, vem ao Brasil para participar do salão. Amanhã, além de assinar dois convênios de cooperação entre instituições francesas e brasileiras, o ministro fará duas palestras. Uma sobre educação e outra, como pesquisador, onde falará sobre a formação da Terra. A ligação econômica entre França e Brasil vem se estreitando nos últimos anos. Diversas empresas francesas estão investindo no País: as montadoras de veículos Renault e Peugeot, além de Rhodia, Danone e Michelin, entre outra. Segundo dados do Consulado Geral, 350 mil pessoas estudam francês em centros de idiomas, escolas particulares ou universidades brasileiras. "Oficialmente estudam na França cerca de mil brasileiros. É muito pouco para um país como o Brasil", salienta o adido francês. A Edufrance também está promovendo o salão de estudos em outros países, como México, China, Índia, Argentina e Líbano. Segundo Chardenet, um dos grandes atrativos do ensino francês, além de sua qualidade, é o custo. "A educação é prioridade do governo e o ensino custa pouco", informa ele. A taxa anual das universidades francesas custa entre US$ 200 e US$ 500. No caso de instituições particulares, os valores são maiores. Entre as escolas que oferecem cursos na França estão o Conservatorie National des Arts et Métiers, Centre National d'Enseignement à Distance, Institut National Polytechnique de Lorraine, entre outras. Para freqüentar os cursos oferecidos é necessário ter conhecimento básico de francês e também ter visto de estudante, ao qual a Edufrance facilita o acesso. Além do salão, a entidade pretende promover pequenos eventos do gênero em universidades e instituições brasileiras, como já fez na semana passada na PUC de São Paulo. "É uma forma de estar sempre em contato com os estudantes brasileiros", explica o adido. (A.P.F)